Quem tem cabelo ralo precisa proteger não apenas os fios, mas também a pele do couro cabeludo que fica descoberta. A menor densidade ou a espessura reduzida dos cabelos facilita a chegada da radiação ultravioleta à região, que pode sofrer queimaduras com vermelhidão, ardência e descamação.
A recomendação da Academia Americana de Dermatologia é combinar barreiras físicas, como chapéu de aba larga, com protetor solar nas áreas expostas. O produto deve ser de amplo espectro, resistente à água e ter FPS 30 ou superior.
Como proteger a região
O chapéu funciona como uma barreira física e pode ser útil durante períodos prolongados ao ar livre. O modelo deve cobrir boa parte do couro cabeludo e ter aba ampla. Já o protetor solar deve ser aplicado nas áreas que permanecem descobertas, como a risca do cabelo e os pontos em que os fios estão mais espaçados.
A proteção deve ser aplicada diretamente sobre a pele exposta, de maneira uniforme e conforme a quantidade indicada no rótulo. Para facilitar o uso entre os fios, a Academia Americana de Dermatologia cita versões em pó ou spray. Fórmulas desenvolvidas para o couro cabeludo também podem ajudar a evitar que os cabelos fiquem excessivamente pesados.
A aplicação deve ocorrer antes da exposição ao sol. A reaplicação é recomendada a cada duas horas e imediatamente depois de nadar ou suar intensamente. Pessoas com pele sensível devem observar o surgimento de ardência, coceira ou vermelhidão após o uso.
Durante um dia inteiro ao ar livre, combinar chapéu e protetor pode proteger as áreas cobertas e as que continuam descobertas. Procurar sombra também reduz a exposição direta ao sol. Depois de entrar na água ou transpirar bastante, o produto precisa ser reaplicado conforme as instruções do rótulo, porque nenhum protetor solar é totalmente à prova d’água. A Skin Cancer Foundation destaca que o couro cabeludo, especialmente na risca, está entre as áreas frequentemente esquecidas na aplicação.







