O advogado Willer Tomaz entrou na Justiça contra a Blaze para tentar recuperar R$ 163 milhões perdidos em apostas realizadas na plataforma. Ele afirma sofrer de compulsão por jogos e sustenta que a empresa não adotou medidas adequadas diante do seu comportamento como apostador.
Ao longo de 2025, Tomaz apostou quase R$ 5 bilhões. Considerando depósitos, saques, valores recebidos e outras movimentações, o volume financeiro operado por ele na Blaze chegou a aproximadamente R$ 10 bilhões. A ação ainda será analisada, e o pedido não representa reconhecimento de direito à devolução.
A relação do advogado com a plataforma incluía atendimento VIP e participação no programa de fidelidade, no qual ele alcançou o nível 171.
Relação com Flávio Bolsonaro
Tomaz é amigo próximo de Flávio Bolsonaro (PL), que confirmou publicamente essa relação na semana passada. Em 19 de janeiro, os dois voltaram dos Estados Unidos ao Brasil no mesmo jatinho, acompanhado também por familiares do senador.
A aeronave tinha participação de Tomaz e ligação empresarial com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master. Na data da viagem, o advogado teria depositado R$ 500 mil na Blaze e feito saques que somaram R$ 1 milhão. Mais tarde, recebeu um bônus de fidelidade de R$ 325 mil, valor que, segundo os registros apresentados no processo, foi perdido em poucos minutos.
Empresas ligadas a Tomaz também possuem imóveis que já foram utilizados por Flávio e familiares. Em 2022, o senador tentou viabilizar o nome do advogado para uma vaga no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Busca da Polícia Federal
Tomaz foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que investiga irregularidades relacionadas a descontos em benefícios do INSS. A Polícia Federal afirmou que empresas e escritórios ligados ao advogado poderiam funcionar como um “hub financeiro, patrimonial e logístico” para beneficiários investigados.
A defesa nega envolvimento de Tomaz nas fraudes e afirma que ele não figura como investigado na operação. A realização de busca e apreensão não implica condenação. Flávio Bolsonaro defendeu publicamente o advogado e disse que ele seria alvo de perseguição por causa da proximidade entre os dois.







