Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Aliados criticam reação de Flávio Bolsonaro em crise com a CNBB

Grupo próximo ao candidato avalia que a menção à CNBB ampliou o conflito após a circulação de informações sobre Nossa Senhora Aparecida.

Atuação de Flávio na crise com CNBB foi “desastrosa”, dizem aliados
Foto: Reprodução

Aliados de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, avaliaram como “desastrosa” a reação dele à informação que o associou a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O grupo considera que o senador agravou a crise ao acusar integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ajudar a espalhar a alegação.

Durante uma agenda em Goiânia, no domingo (27), Flávio disse que o PT disseminou a informação “com ajuda de gente dentro da CNBB”. O candidato negou que existisse proposta ou movimento para retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida.

A CNBB afirmou que não participou da produção nem da circulação de informações falsas sobre o processo eleitoral. Em nota, a entidade declarou que “a mentira não se combate com outra mentira” e disse que acusações sem fatos ou provas atingem a instituição.

Pessoas próximas ao candidato afirmaram que a referência à CNBB não fazia parte da estratégia inicial de resposta. Para esse grupo, a declaração abriu um conflito com a instituição religiosa a poucos dias do primeiro turno.

Decisões judiciais e debate

A informação começou a circular nas redes sociais na noite de quinta-feira (24), após um comentário na GloboNews mencionar a preocupação de bispos com uma possível retirada do título. Flávio publicou um vídeo negando a alegação, e o canal pediu desculpas pelo suposto erro.

Na sexta-feira (25), a defesa do senador acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para retirar publicações que relacionavam Flávio ou sua família à intenção de mudar o status de Nossa Senhora Aparecida. O ministro André Mendonça determinou que 1.170 links fossem retirados do acesso em X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube, desde que reproduzissem o conteúdo definido na decisão.

A medida atingiu uma publicação do humorista Antônio Tabet no X. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a decisão no domingo (27), após recurso de Tabet. Na segunda-feira, Dino enviou o caso ao plenário.

A equipe jurídica de Flávio recorreu ao ministro Luiz Fux para tentar suspender a medida. Aliados questionaram a iniciativa e disseram que o candidato “mordeu a isca”.

A campanha confirmou a participação de Flávio no debate da TV Globo na quinta-feira (1º), mesmo sem a presença de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia é defender o voto útil entre eleitores de direita, fixar o número do candidato e apresentar propostas na reta final.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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