Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Calor intenso muda a digestão e a textura de alimentos proteicos

Proteínas permanecem em carnes, ovos e laticínios, mas o excesso de calor pode reduzir seu aproveitamento e ressecar os alimentos.

O cozimento prolongado pode alterar a forma como o organismo aproveita as proteínas, embora não retire completamente esse nutriente de carnes, ovos e laticínios. Mesmo quando passam do ponto, esses alimentos continuam contendo proteína na porção preparada.

O aquecimento moderado provoca a desnaturação, uma mudança na conformação das moléculas. Essa transformação facilita a ação das enzimas gastrointestinais e contribui para a digestão dos nutrientes. O problema aparece quando o alimento permanece por muito tempo exposto a temperaturas severas.

O que acontece com a proteína

O calor intenso favorece a agregação das cadeias moleculares. As ligações ficam mais fechadas, dificultando o acesso das enzimas a determinados pontos das proteínas. Como resultado, alguns aminoácidos essenciais podem ficar menos disponíveis para o metabolismo, e a eficiência da absorção diminui.

A textura também mostra os efeitos do aquecimento excessivo. Carnes e peixes perdem água, ficam secos e endurecem. Nos ovos, o calor desmedido deixa a estrutura rígida e borrachuda. O reaquecimento repetido de refeições prontas pode produzir alterações semelhantes, afetando a mastigação e a palatabilidade.

O queijo paneer pode perder a maciez e adquirir uma consistência quebradiça. Esses sinais indicam mudanças físicas provocadas pelo tempo prolongado no fogo.

Quando surge a queima

A situação é diferente quando o preparo chega ao ponto de queimar. A carbonização pode formar compostos químicos indesejáveis na superfície de carnes e queijos, comprometendo a qualidade biológica e a segurança alimentar esperada.

Grelhar em excesso ou tostar em temperaturas muito altas estimula a formação de aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos aromáticos. Essas moléculas têm características potencialmente carcinogênicas, por isso a crosta dos alimentos não deve ser deixada queimar.

Como evitar o excesso

A orientação é cozinhar pelo tempo necessário para amaciar e higienizar os ingredientes, sem prolongar a exposição ao fogo. O uso de temperatura moderada e o desligamento da chama assim que o alimento estiver pronto ajudam a evitar o ressecamento e preservam a qualidade sensorial dos pratos, além de manter o aproveitamento dos nutrientes.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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