Nós compactos podem causar dor, esconder irritações e dificultar a ventilação da pele do cachorro. A remoção deve ser feita sem puxões, com atenção ao tamanho do emaranhado e à proximidade com a pele.
Quando não tentar em casa
Antes de mexer na pelagem, examine a área embolada. Emaranhados pequenos e soltos podem ser separados gradualmente. Já placas extensas, compactas ou muito próximas da pele exigem mais cuidado, porque a força aplicada sobre os fios pode provocar lesões.
Observe também se há vermelhidão, feridas, umidade, secreções ou sinais de desconforto. Se o cachorro demonstrar dor ou o problema for muito extenso, interrompa a tentativa e procure um profissional.
Vários nós, placas grandes ou fios grudados junto à pele devem ser avaliados por um profissional de banho e tosa. A presença de feridas, vermelhidão intensa, secreção, mau cheiro, sangramento, dor ou outras alterações na pele reforça a necessidade de consultar um médico-veterinário. Em casos avançados, pode ser necessário aparar parte da pelagem com equipamento apropriado.
Como trabalhar um nó pequeno
Quando o emaranhado ainda não está muito compacto, comece pelos fios das extremidades. Segure delicadamente a base do pelo, perto da pele, e divida o nó em partes menores usando os dedos. Trabalhar pequenas mechas reduz a tração e evita tentar desfazer todo o emaranhado de uma vez.
Sprays desembaraçantes próprios para cães podem facilitar a separação dos fios e diminuir o atrito durante a escovação. Antes de aplicar qualquer produto, leia as orientações do fabricante e confirme se ele é adequado para a pelagem e a idade do cachorro. Produtos para seres humanos não devem ser usados por conta própria, pois a pele dos cães tem características diferentes.
A escova ou o pente deve ser escolhido conforme o comprimento, a densidade e a textura do pelo. Rasqueadeiras, pentes de metal, escovas de pinos e outros acessórios de uso veterinário ou de banho e tosa podem ter funções diferentes. Um médico-veterinário ou profissional de banho e tosa pode indicar a opção mais adequada.
Áreas que precisam de atenção
Atrás das orelhas, nas axilas, entre as pernas, perto do pescoço e nos locais de contato frequente com coleiras e peitorais há maior tendência à formação de nós. O movimento do animal favorece o atrito repetido dos fios, e algumas dessas regiões têm pele sensível. Por isso, o desembaraço deve ser ainda mais delicado nesses pontos.
Evite molhar uma pelagem que já esteja muito embolada. A água pode apertar ainda mais os nós compactos e dificultar a remoção depois. Sempre que for possível fazer isso com segurança, retire os emaranhados antes do banho.
Por que não usar tesoura rente à pele
Cortar o nó com uma tesoura colocada por baixo do emaranhado oferece risco de ferimentos. Os fios podem esconder a pele, e o movimento inesperado do cachorro aumenta a possibilidade de um corte acidental.
Depois que os nós forem removidos, uma rotina adequada de escovação ajuda a reduzir a formação de novos emaranhados.







