OLINDA — Olinda preserva parte de seu traçado urbano colonial em meio a ladeiras, casarões coloridos, templos religiosos e vistas para o oceano Atlântico. A cidade pernambucana se desenvolveu durante a expansão da produção açucareira e mantém construções associadas à ocupação portuguesa e à reconstrução após conflitos do período neerlandês.
Formação e reconstrução da cidade
A antiga vila foi estabelecida formalmente em 1535 pelo donatário Duarte Coelho. A economia ligada ao açúcar impulsionou o crescimento local, favorecido pela posição geográfica que facilitava a comunicação marítima.
O desenho urbano acompanhou as elevações naturais do terreno. Por isso, as ruas sinuosas e as subidas formam mirantes voltados para o Atlântico. A ocupação neerlandesa, porém, atingiu a povoação colonial. Em 1631, Olinda sofreu um saque e um incêndio deliberado que destruíram parte de seus edifícios.
A retomada começou depois de 1654. A população reergueu as construções e restaurou a presença de conventos e templos católicos espalhados pelas colinas.
Igrejas e paisagem histórica
O centro histórico reúne aproximadamente vinte igrejas barrocas. Entre elas está a Catedral da Sé, construída em uma posição elevada e associada à força religiosa e à riqueza material do período colonial.
Os interiores dos templos apresentam altares com talhas douradas e painéis sacros. Nas ruas, o traçado preservado combina a vegetação tropical com monumentos históricos, residências coloniais de fachadas coloridas e telhados tradicionais.
O conjunto também inclui ladeiras de pedra histórica e o Mosteiro de São Bento. Erguido no alto de uma elevação, o mosteiro oferece vistas panorâmicas da orla marítima. Fundado nos primeiros tempos da ocupação colonial, abriga obras sacras preservadas e reúne elementos ligados à história religiosa de Olinda.







