SÃO PAULO — O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, criticou eleitores que pretendem votar no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e classificou essa opinião política como “lixo”. Durante um evento com empresários em São Paulo, ele também associou o adversário a pessoas investigadas por ligação com o Comando Vermelho.
Renan afirmou que não respeita a posição política de quem pretende votar em Flávio. Na mesma sequência, disse que o senador seria “envolvido” ou “aliado” da organização criminosa. A acusação foi feita pelo candidato e não corresponde a uma conclusão judicial de que Flávio Bolsonaro integre a facção.
A justificativa apresentada por Renan envolve Rodrigo Bacellar e Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. O candidato afirma que Flávio apoiou os dois políticos e que ambos teriam ligação com o Comando Vermelho. Segundo Renan, essa avaliação seria da Polícia Federal.
Investigações citadas
Bacellar e TH Joias foram investigados pela Polícia Federal em um caso sobre vazamento de informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho. A investigação resultou no indiciamento dos dois e de outras pessoas por suspeita de envolvimento no esquema. A defesa de Bacellar negou a participação em crimes e classificou o indiciamento como arbitrário.
A Procuradoria-Geral da República denunciou Bacellar, TH Joias e outros investigados por obstrução de investigação relacionada à facção. Depois, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal aceitou a denúncia, tornando os envolvidos réus. A decisão não apontou participação de Flávio Bolsonaro nos fatos investigados.
As críticas de Renan ao senador começaram antes da declaração mais recente. O candidato já havia chamado Flávio de “criminoso” e questionado sua proximidade política com Bacellar e TH Joias. Também afirmou que o senador seria “aliado do crime organizado no Rio de Janeiro”.
Renan foi oficializado como candidato do Missão à Presidência em julho. Desde então, tem dirigido críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ao bolsonarismo e a outros nomes da direita. Em outra declaração, também classificou Lula como “amigo do crime organizado”.
As falas integram a disputa por espaço entre grupos da direita na campanha presidencial de 2026. Renan se apresenta como alternativa ao governo Lula e ao bolsonarismo e defende uma política de segurança pública de enfrentamento às organizações criminosas.








