A câmera frontal de um celular voltou a funcionar depois que a assistência revisou a área próxima à tela substituída. O aparelho havia sido entregue para o reparo de uma tela rachada, mas o funcionamento da câmera não foi registrado na entrada nem na retirada.
Elisa retirou o telefone dois dias depois da entrega e testou a senha, o toque e a tela nova no balcão. A câmera traseira foi usada para fotografar o recibo. A frontal, porém, não foi aberta para teste pelo atendente. Na ordem de serviço, constavam a tela trincada, o aparelho ligando e a ausência de outros danos aparentes. O documento não listava os componentes verificados antes da desmontagem.
A falha apareceu quatro dias depois, durante uma chamada de vídeo. A imagem mostrava o rosto de Elisa coberto por uma névoa. Ela limpou a parte externa da lente, testou a câmera em outro aplicativo e constatou o mesmo efeito. Também fotografou o telefone com outro dispositivo para registrar que a superfície visível estava limpa.
Inspeção e revisão
Ao retornar à assistência, Elisa relacionou o problema à abertura do aparelho para a troca da tela. O técnico afirmou que não havia trocado a câmera e lembrou que componentes podem apresentar falhas sem ligação direta com o serviço. Como não havia uma foto da câmera frontal funcionando no recebimento ou na entrega, não foi possível estabelecer, apenas pela sequência dos fatos, a origem do embaçamento.
A assistência abriu o celular na presença de Elisa depois de registrar o estado externo e a névoa em vídeo. O técnico encontrou uma película de poeira perto da janela da câmera, mas não identificou quando o material havia entrado. A avaliação também considerou que o conjunto da tela poderia interferir na passagem da luz sem que o módulo fotográfico fosse substituído.
Elisa pediu uma descrição da limpeza proposta e fotos da montagem. O técnico concordou em testar a câmera com ela antes de fechar uma nova ordem de atendimento. A imagem melhorou após o ajuste, mas o resultado não foi tratado como prova sobre a origem exata da poeira.
Registro dos testes
O gerente propôs fazer a revisão sem nova cobrança, porque o sintoma surgiu logo após a troca e a avaliação de saída não havia documentado o funcionamento da câmera. Elisa aceitou e pediu que o atendimento registrasse o ajuste e a ausência de uma conclusão definitiva sobre a causa inicial.
Antes de sair, ela fotografou com a câmera frontal em luz natural e gravou um vídeo curto. Repetiu o teste em casa, no mesmo aplicativo em que havia percebido a falha. O gerente acrescentou as câmeras frontal e traseira à lista de verificação da retirada.
Elisa guardou as duas ordens de serviço, a foto turva, o vídeo da inspeção e os testes posteriores. A câmera continuou funcionando e não apresentou nova névoa nas semanas seguintes. O caso não permitiu afirmar que a assistência havia danificado uma peça, mas mostrou a importância de registrar as funções do aparelho antes e depois de um reparo.







