A semeadura de ervilhas-de-cheiro no início do outono permite que as plantas desenvolvam as raízes durante os períodos de temperaturas amenas. Sob proteção, o crescimento subterrâneo continua mesmo quando a parte aérea avança pouco por causa do frio. Com isso, as mudas chegam à primavera mais resistentes e podem florescer antes das plantas semeadas na estação quente.
Recipientes e preparo das sementes
As ervilhas-de-cheiro formam raízes longas e precisam de recipientes profundos. Sementeiras tubulares ou tubos articulados ajudam a evitar o entrelaçamento das raízes e facilitam a inspeção. O substrato deve ser orgânico, leve e livre de turfa.
A casca espessa das sementes pode retardar a entrada de umidade. Uma alternativa é deixá-las em água limpa durante uma noite inteira antes do plantio. Também é possível colocar duas sementes em cada abertura. Se as duas germinarem, o broto menos vigoroso deve ser retirado para que a muda escolhida se desenvolva.
Proteção durante o frio
As mudas toleram temperaturas baixas, mas precisam ser protegidas do congelamento contínuo e do contato direto com o gelo. Estufas sem aquecimento e caixilhos transparentes protegem a folhagem e as raízes, mantendo a iluminação natural necessária.
As bandejas devem ficar em local iluminado e protegido de ventos congelantes. A ventilação precisa ser controlada para evitar o excesso de condensação e o surgimento de doenças fúngicas na base das hastes. Também é necessário acompanhar a umidade do substrato para impedir que a terra resseque.
Com a chegada da primavera e o aquecimento gradual da terra, as mudas enraizadas aceleram o crescimento. Elas podem atingir a fase reprodutiva semanas antes dos exemplares cultivados mais tarde, abrindo flores perfumadas ao longo do verão. As hastes florais podem ser usadas em canteiros e treliças, com pétalas de cores vivas e fragrância marcante.







