FRANÇA — O partido francês Reunião Nacional (RN), de extrema direita, alcançou pela primeira vez o número necessário de senadores para formar um grupo parlamentar no Senado. O resultado foi obtido durante as eleições realizadas neste domingo 27 e amplia a presença da legenda na Casa, até então controlada pela direita tradicional.
Com pelo menos 14 cadeiras conquistadas pelo RN ou por aliados da União das Direitas pela República (UDR), o partido atingiu o objetivo antes da divulgação dos últimos resultados. Antes da votação, a legenda tinha três senadores.
Marine Le Pen classificou o resultado como “uma vitória histórica e uma etapa importante”. Em uma publicação na rede social X, a candidata do RN à Presidência afirmou que os resultados superaram as expectativas e que o avanço foi generalizado. A eleição ocorre a sete meses da disputa presidencial.
As seções eleitorais foram fechadas às 17h30 na França metropolitana, o equivalente a 12h30 em Brasília. O desempenho do RN também foi apresentado como sinal de expansão da presença local do partido e de sua capacidade de disputar espaço no Senado.
A eleição ainda registrou a entrada da França Insubmissa (LFI), partido de esquerda radical, na Casa. Gabriel Amard foi eleito pelo departamento de Rhône e se tornou o primeiro senador da legenda.
O coordenador do movimento, Manuel Bompard, anunciou que a França Insubmissa havia chegado ao Senado. O líder do partido, Jean-Luc Mélenchon, afirmou que a eleição de Amard representava um sinal promissor para 2027.
Como funciona a eleição
Os senadores franceses são escolhidos por sufrágio indireto. O colégio eleitoral reúne cerca de 160 mil grandes eleitores, principalmente prefeitos, vereadores, deputados, senadores e representantes locais. A renovação do Senado ocorre parcialmente a cada três anos.
Além de definir cadeiras, a votação mede a força dos partidos nos territórios e sua implantação local antes da eleição presidencial de 2027.








