Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Rogério Xavier retoma análises sobre dívida e custo de financiamento

Gestor da SPX Capital passou a publicar textos sobre o investidor marginal, a dívida global e os efeitos para o Brasil.

Rogério Xavier retoma análises sobre dívida e custo de financiamento

Rogério Xavier, sócio-fundador da SPX Capital, retomou a publicação de análises sobre o mercado financeiro em uma nova plataforma. Nos primeiros textos, o gestor discutiu a disputa global por capital e o impacto do investidor marginal — aquele que define os preços na margem — sobre o custo da dívida.

A avaliação de Xavier considera um cenário de estoque elevado de dívida, déficits fiscais estruturalmente altos, maiores necessidades de refinanciamento e governos recorrendo continuamente ao mercado. Para ele, além de acompanhar o volume de títulos emitidos, os investidores precisam observar quem estará disposto a comprar os próximos papéis.

“O investidor marginal está se tornando uma das variáveis mais importantes na macroeconomia global”, escreveu Xavier. O gestor também afirmou que o comportamento desse grupo pode ter papel relevante na definição da remuneração exigida pelos investidores.

Efeitos sobre os Estados Unidos e o Brasil

Em uma publicação dedicada ao mercado americano, Xavier afirmou que o custo de financiamento dos Estados Unidos pode aumentar se a demanda por Treasuries passar a depender mais de investidores privados sensíveis a preço do que de compradores estruturais, como bancos centrais.

O gestor pretende examinar, em uma próxima publicação, a relação entre o comportamento do investidor marginal e a trajetória fiscal brasileira. A análise deverá abordar como essa interação influencia o preço, o prazo e as condições de financiamento da dívida do país.

O retorno de Xavier ocorre durante uma reorganização da SPX Capital, iniciada em maio deste ano após uma queda de desempenho nos fundos da gestora. Os principais fundos ficaram abaixo do CDI em 2025 e caminham para repetir esse resultado este ano. O Raptor acumula 0,25% de rentabilidade, enquanto o Nimitz registra 4,15%, ante CDI de 9,33% no período.

A reestruturação incluiu a criação do cargo de chief investment officer (CIO), ocupado por Bruno Pandolfi, um dos fundadores da gestora. Também houve redução de risco e da equipe do book administrado por Xavier. Em entrevista, o gestor reconheceu que tinha parte da responsabilidade pelos baixos retornos da SPX.

A SPX Capital administra atualmente R$ 48 bilhões, cerca de R$ 6,7 bilhões a menos que os R$ 54,7 bilhões apurados em maio deste ano, quando a reorganização começou.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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