Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Filhote de golfinho repete técnica da mãe com concha em Queensland

Registro em Hervey Bay mostra filhote manipulando a mesma carapaça usada pela mãe, levantando hipótese de transmissão social entre gerações.

Um filhote de golfinho repetiu os movimentos da mãe ao manipular uma grande carapaça marinha, em uma cena registrada por biólogos na costa australiana. O comportamento reacendeu a hipótese de que a técnica de caça conhecida como shelling possa ser aprendida entre gerações.

Como funciona o shelling

Durante a caça, alguns golfinhos usam uma concha vazia encontrada no leito oceânico para encurralar peixes. O animal leva o objeto até a superfície, movimenta a carapaça para retirar a água acumulada e engole a presa que ficou presa no interior.

A estratégia também permite retirar peixes de áreas escondidas, em vez de persegui-los em espaços abertos. Por selecionar e manusear um objeto externo para facilitar a captura, a atividade é classificada por pesquisadores como uso de ferramenta.

Registro em Hervey Bay

Em Hervey Bay, no estado de Queensland, uma fêmea adulta foi observada levantando uma grande carapaça marinha. O peixe escapou, e a mãe abandonou o objeto para persegui-lo na água.

Três minutos depois, o filhote se aproximou da concha e repetiu movimentos semelhantes aos realizados pela fêmea. O jovem segurou a mesma peça e a manipulou de maneira parecida com o comportamento observado anteriormente.

O episódio foi interpretado como uma possível evidência de aprendizado vertical, no qual um animal aprende com outro de geração diferente. Registros anteriores em outras regiões costeiras indicavam que a prática poderia ser aprendida apenas com indivíduos da mesma idade.

Hipótese ainda depende de novas observações

A cena, porém, não comprova que houve ensino formal nem que o filhote incorporou a habilidade naquele momento. A comunidade científica mantém cautela porque se trata de um registro isolado. Novas observações serão necessárias para confirmar a transmissão social da técnica.

Grupos de golfinhos separados por milhares de quilômetros também apresentam comportamentos semelhantes, o que sugere o desenvolvimento independente de estratégias diante de desafios comuns. Para os pesquisadores, esses repertórios compartilhados reforçam a discussão sobre cultura comportamental e capacidade cognitiva dos cetáceos.

A preservação de santuários ecológicos marinhos é apontada como necessária para manter essas linhagens e permitir a continuidade dos estudos sobre os comportamentos no habitat natural.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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