Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Fontes hidrotermais sustentam cadeias alimentares sem luz solar

Microrganismos usam reações químicas para produzir matéria orgânica em comunidades formadas ao redor de fontes no fundo do mar.

Fontes hidrotermais no fundo do mar podem sustentar comunidades mesmo onde não há luz solar suficiente para manter plantas. A base desses ecossistemas é formada por microrganismos que obtêm energia de reações químicas, em um processo chamado quimiossíntese.

A água do mar penetra por fraturas da crosta oceânica, aquece perto de rochas quentes e retorna carregada de compostos dissolvidos. Ao encontrar a água fria do fundo, esses compostos podem favorecer a precipitação de minerais e a formação de estruturas semelhantes a chaminés. A temperatura e a composição variam entre as fontes, e os animais ocupam áreas adequadas ao redor da saída, não necessariamente o jato quente.

Como a energia circula

Alguns microrganismos usam a energia liberada na transformação de substâncias como o sulfeto de hidrogênio. Eles também fixam carbono para formar moléculas orgânicas que podem ser aproveitadas por outros seres. O resultado geral se parece com o da fotossíntese, mas a energia usada vem de reações químicas, e não da luz.

A geologia de cada local determina quais compostos estão disponíveis e quais reações podem ocorrer. Assim, a cadeia começa com o fornecimento de substâncias por rochas e água. Os microrganismos transformam esses compostos, produzem matéria orgânica ou vivem associados a animais, e outros organismos se alimentam dessa produção de forma direta ou indireta.

Em algumas fontes, vermes tubícolas gigantes abrigam bactérias no próprio corpo e recebem nutrientes produzidos por elas. Outros animais raspam microrganismos das superfícies ou comem pequenos habitantes da comunidade. Predadores também participam da rede, que muda conforme as espécies, a química do ambiente e a duração da atividade hidrotermal.

Uma comunidade em transformação

A fonte não é apenas o cenário do ecossistema. O fluxo de compostos alimenta os microrganismos e influencia a permanência dos animais associados. Se esse fluxo enfraquece ou para, a produção local pode diminuir. Os animais podem se dispersar, mudar de dieta quando possível ou desaparecer daquela área.

A existência dessas comunidades mostra que uma cadeia alimentar pode começar sem depender diretamente da luz solar local. Isso não prova como a vida começou na Terra. As fontes ajudam a formular e testar hipóteses sobre ambientes antigos, mas a origem da vida continua sendo investigada por meio de hipóteses concorrentes.

A observação também orienta a busca por vida em outros mundos onde possa haver água líquida e reações químicas. Ainda assim, a possibilidade de obter energia não é evidência de que exista algum organismo. A conclusão sobre as fontes é mais específica: microrganismos podem transformar a química do ambiente em matéria aproveitável por outros seres, inclusive em regiões escuras do oceano.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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