Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Kassio Nunes Marques chegou ao STF após articulação de aliados de Bolsonaro

Indicação em 2020 envolveu Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira e integrantes do grupo político do então presidente.

Enrolado com Vorcaro, Kassio chegou ao STF com articulação de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

Kassio Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 após uma articulação política que envolveu aliados de Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Na época, Nunes Marques era desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e ocupou a vaga deixada pelo ministro Celso de Mello.

Flávio Bolsonaro acompanhava de perto a composição do Supremo enquanto era investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no caso conhecido como “rachadinhas”. A investigação apontava suspeitas de apropriação de parte dos salários de assessores de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Aliados do senador esperavam que a chegada de um ministro próximo ao grupo político pudesse influenciar o ambiente do STF em processos relacionados à família Bolsonaro. Críticos da indicação afirmaram que a nomeação poderia funcionar como uma tentativa de proteger Flávio Bolsonaro.

A aproximação entre o magistrado e o senador teria começado antes da indicação. Maria do Carmo Cardoso, desembargadora federal e colega de Nunes Marques no TRF-1, era próxima da família Bolsonaro e foi apontada como responsável por apresentar o magistrado ao filho do então presidente.

O advogado Frederick Wassef, que atuava na defesa da família Bolsonaro, também foi citado nesse processo. Relatos divulgados na época indicaram que ele ajudou a aproximar Nunes Marques do grupo político quando o desembargador ainda buscava uma indicação para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A escolha também passou pelo senador Ciro Nogueira, que participou da articulação para a aprovação do indicado no Senado. O movimento foi associado à aproximação de Bolsonaro com partidos do chamado Centrão.

Durante a aprovação, Nunes Marques negou ter recebido “apadrinhamento”. Ele afirmou que sua trajetória jurídica motivou a indicação e que atuaria com independência no STF.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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