A massa salarial dos trabalhadores chegou a R$ 385,6 bilhões no trimestre encerrado em agosto, o maior valor da série histórica. O período também terminou com recordes no número de ocupados, de empregados com carteira assinada e de contribuintes para a Previdência, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nessa terça-feira, 29.
O total de trabalhadores ocupados alcançou 103,5 milhões, alta de 0,8% em relação ao trimestre até maio. O avanço corresponde a mais 774 mil pessoas. A indústria geral cresceu 2%, com mais 265 mil trabalhadores, enquanto a construção avançou 4,1%, acrescentando mais 306 mil pessoas. Esses foram os grupamentos de atividade que mais contribuíram para o aumento da ocupação.
Renda e contribuição previdenciária
O rendimento mensal médio foi de R$ 3.777, acima dos R$ 3.752 registrados no trimestre até maio. O maior valor da série, porém, foi de R$ 3.804, no primeiro trimestre de 2026.
A massa salarial cresceu 1,4% no trimestre, com acréscimo de R$ 5,2 bilhões, e 4,8% em um ano, alta de R$ 17,5 bilhões. O indicador corresponde à soma dos salários recebidos pelos trabalhadores.
O número de contribuintes para institutos de previdência chegou a 68,5 milhões, também o maior já registrado. A Pnad indica que 66,2 trabalhadores a cada 100 contribuem. O IBGE inclui nessa conta empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e pessoas que trabalham por conta própria e fizeram pagamentos ao INSS ou a planos de seguridade social da União, dos estados ou dos municípios.
Desemprego e informalidade
A taxa de desemprego ficou em 5,3%, abaixo dos 5,6% do trimestre até maio e do mesmo período de 2025. Esse foi o menor resultado para um trimestre encerrado em agosto desde 2012, quando começa a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda informou que o dado ficou dentro da expectativa de analistas do mercado.
A população desocupada somou 5,8 milhões, uma redução de 4,6%, ou menos 281 mil pessoas, ante o trimestre de março a maio. Já a população desalentada ficou em 2,4 milhões. O número permaneceu estável na comparação trimestral e caiu 11,9%, menos 317 mil pessoas, frente ao mesmo período de 2025.
Os empregados do setor privado com carteira assinada totalizaram 39,5 milhões. A taxa de informalidade foi de 37,5%, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores, ante 37,3% no trimestre anterior. O IBGE classifica como informais trabalhadores sem carteira, autônomos e empregadores sem CNPJ.
A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e todas as formas de ocupação. O levantamento visita 211 mil domicílios nos estados e no Distrito Federal. Pelos critérios do IBGE, é considerada desocupada apenas a pessoa que procurou trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa. A menor taxa geral registrada pela Pnad foi de 5,1% no último trimestre de 2025; a maior foi de 14,9%, nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021.








