MANAUS — A Polícia Federal apreendeu um Citroën/Basalt FL PKT200, de placa TRY6A42, atribuído a Luciano José Uchôa Araújo, durante a Operação Combustão. O veículo estava na garagem de uma residência no Condomínio Reserva Inglesa e foi recolhido durante o cumprimento de mandados expedidos pela Justiça Eleitoral.
Luciano, de 26 anos, também é citado em um caso de atropelamento que matou o venezuelano Victor Raul Rodrigues, de 44 anos, em Manaus. O acidente ocorreu em 9 de setembro de 2022, na avenida Nathan Xavier, zona Centro-Sul da cidade.
A operação investiga suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de capitais e financiamento eleitoral irregular nas eleições de 2022. Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral, contratos da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM) teriam sido usados de forma indevida, com trabalhadores recém-contratados direcionados para a mobilização da campanha de Roberto Cidade.
A apuração também inclui suspeitas de destruição e ocultação de provas, entre elas o desaparecimento e a manipulação de computadores do setor de Recursos Humanos da AADESAM. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 17 milhões em bens de investigados, incluindo José Nilmar Alves de Oliveira, apontado como ex-presidente da agência.
Caso de atropelamento
Quando tinha 22 anos, Luciano foi apontado como responsável pelo atropelamento fatal de Victor Raul Rodrigues. Testemunhas disseram que ele dirigia na contramão e a mais de 100 km/h durante uma tentativa de ultrapassagem.
Após a colisão, ele teria abandonado o carro e tentado deixar o local. Populares o contiveram em um posto de combustíveis até a chegada de policiais militares da 23ª Cicom. O Boletim de Ocorrência registrou que Luciano não foi preso em flagrante: ele prestou depoimento no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e foi liberado.
O veículo envolvido no atropelamento tinha no vidro um adesivo perfurado de Wilson Lima e Jair Bolsonaro. Conforme o relato do caso, o automóvel foi removido antes da chegada da perícia criminal, e a área não teria sido devidamente isolada pela Polícia Militar.
Os alvos da Operação Combustão poderão responder por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção e falsidade ideológica eleitoral.








