Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Justiça bloqueia R$ 17 milhões em investigação sobre campanha no Amazonas

Operação Combustão apura suspeitas de desvio de recursos da Aadesam, lavagem de dinheiro e financiamento eleitoral irregular em 2022.

PF apura crimes eleitorais de R$17 milhões no governo do Amazonas

A Justiça Eleitoral bloqueou R$ 17 milhões em bens e valores de investigados por suspeita de desvio de recursos públicos para financiar ilegalmente uma campanha nas eleições de 2022, no Amazonas. A medida foi cumprida no âmbito da Operação Combustão, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (24), com seis mandados de busca e apreensão.

A investigação apura se a Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental (Aadesam) foi usada em um esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de capitais e financiamento eleitoral irregular. Os fatos estão relacionados às eleições de 2022, quando Wilson Lima (União) foi reeleito para o governo do estado.

Os alvos da operação não foram identificados pela Polícia Federal. A corporação busca documentos e outros elementos que comprovem a circulação de valores provenientes de contratos firmados pela Aadesam entre pessoas físicas e jurídicas ligadas ao caso. A PF resumiu que há “um suposto esquema de utilização de recursos” da agência estadual.

O bloqueio ocorreu dois dias após o Ministério Público Eleitoral informar a investigação de indícios de repetição do esquema nas eleições de 2022. Trocas de mensagens mostram supostos integrantes da campanha do governador Roberto Cidade (União Brasil) abordando funcionários recém-contratados pela Aadesam para atuar na campanha à reeleição.

Em uma das mensagens, um suposto integrante da equipe do governador teria solicitado o PIX e dados de uma funcionária da agência, incluindo título de eleitor e região de atuação.

Outras apurações

Esta é a terceira operação da Polícia Federal neste mês relacionada ao uso eleitoral da Aadesam. Na semana passada, agentes estiveram na empresa KCC e em uma agência de turismo suspeitas de obrigar funcionários a trabalhar na campanha de Roberto Cidade.

A Polícia Federal informou que os investigados podem responder por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral. Wilson Lima disputa um mandato de senador. O governador Roberto Cidade e o ex-governador foram procurados para se manifestar, mas não havia posicionamento informado.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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