Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Projeto sobre Nossa Senhora Aparecida não é de Flávio Bolsonaro

Proposta de 2007 foi arquivada após tentar mudar o título de Padroeira do Brasil; Flávio negou relação com a iniciativa.

Entenda caso ligado a Flávio que destitui Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira

A polêmica sobre a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida envolve um projeto de lei apresentado em 2007, mas a proposta não é de Flávio Bolsonaro (PL). O texto foi arquivado e voltou a circular nas redes sociais durante a reta final da eleição presidencial.

Flávio negou que pretenda retirar o título. Em vídeo, afirmou ter sido surpreendido pela informação e declarou: “Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto”.

O que dizia a proposta

O projeto de lei 2.623/2007 pretendia alterar a Lei 6.802/1980. A proposta trocaria a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos” e substituiria “culto público e oficial” por “homenagem oficial”.

A iniciativa foi apresentada pelo então deputado federal Professor Victório Galli, que integrava o PMDB de Mato Grosso. Na Comissão de Educação e de Cultura, Átila Lira (PP-PI) apresentou parecer pela rejeição. O relatório foi aprovado por unanimidade, e o projeto acabou arquivado.

Galli se define como um “bolsonarista raiz”. Anos depois, foi nomeado assessor especial da Presidência da República no governo de Jair Bolsonaro, mas deixou o cargo em junho de 2019 após uma condenação por declarações ofensivas contra a comunidade LGBTI+.

Neste ano, Galli tenta voltar à Câmara dos Deputados pelo PP e declarou apoio a Flávio. Os dois participaram juntos de um evento agro em abril, ocasião em que Galli chamou o candidato de “amigo”. Não houve demonstração pública de que o apoio tenha sido retribuído por Flávio.

Repercussão política

A circulação do projeto ocorreu depois de uma cartilha da Igreja Católica, distribuída na Diocese de São João de Boa Vista, ser associada nas redes sociais a um suposto apoio a Lula (PT). O material promovia uma campanha em apoio à democracia.

Erika Hilton (Psol-SP) afirmou que considera “esdrúxula” a proposta antiga e disse que qualquer tentativa de recolocar o tema em discussão por Flávio ou aliados deve ser acompanhada “com cautela e atenção”. Jandira Feghali (PCdoB) também comentou o caso.

A associação entre o projeto e a família Bolsonaro já havia circulado durante a eleição presidencial de 2022. Na ocasião, uma montagem atribuía a Jair Bolsonaro a intenção de acabar com o feriado de 12 de outubro e retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira. A informação foi considerada falsa, e a checagem identificou que o projeto era de Victório Galli, não de Jair Bolsonaro nem de seus filhos.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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