NOVA YORK — O REMUS 620 realizou um teste de acoplamento e desacoplamento autônomos em uma estrutura submersa que reproduz um tubo de torpedo usado por submarinos da classe Virginia. A avaliação foi conduzida pela HII no lago Seneca, em Nova York.
O exercício verificou se o veículo conseguiria deixar o compartimento sem girar dentro do tubo. Depois de se encaixar na base SAFECAP, o drone fez a saída em marcha a ré, procedimento chamado de reverse swimout.
Compatibilidade com o tubo
A estrutura tinha uma abertura cilíndrica de vinte e uma polegadas. O REMUS 620 possui doze polegadas e três quartos de diâmetro, diferença que permitiu analisar a entrada do equipamento sem alterações na estrutura do submarino militar.
O veículo navegou sozinho até a entrada do mecanismo e completou o encaixe sem cabos ou orientação manual contínua. O teste avaliou, assim, movimentos de acoplamento e retirada sob a água.
Participação no desenvolvimento
A Woods Hole Oceanographic Institution participou do projeto com a divisão Newport do Naval Undersea Warfare Center. A cooperação reuniu pesquisa oceanográfica e desenvolvimento de sistemas de defesa submarina.
O trabalho também envolveu interfaces para os testes em ambientes aquáticos controlados, além da avaliação dos algoritmos de navegação e das respostas físicas do equipamento.
Uso de veículos autônomos
A operação busca reduzir a necessidade de mergulhadores para lançar, recolher ou recuperar drones fora do casco do submarino. De acordo com as informações do projeto, essa capacidade diminui a exposição da tripulação e permite que a embarcação permaneça submersa durante essas atividades.
O emprego de veículos não tripulados também amplia a coleta de dados e o uso de sensores subaquáticos em áreas consideradas perigosas. A proposta é integrar drones às operações das frotas submarinas, com manutenção do sigilo acústico e da profundidade operacional da embarcação.







