PIAUÍ — O Parque Nacional Serra da Capivara reúne centenas de sítios arqueológicos na caatinga, pinturas rupestres e formações rochosas no sudeste do Piauí. Com quase cento e vinte e nove mil hectares, a unidade de conservação protege registros da presença de comunidades que habitaram a América do Sul.
O reconhecimento da UNESCO consolidou o parque como patrimônio relevante para o estudo da ocupação antiga das Américas. Pesquisadores de diversos países investigam o local e os vestígios associados à evolução humana.
Boqueirão da Pedra Furada concentra achados
Entre os pontos do parque, o Boqueirão da Pedra Furada reúne abrigos rochosos com mais de mil gravuras. Os registros representam rituais, animais da fauna extinta e cenas do cotidiano.
Escavações na área identificaram fogueiras estruturadas e artefatos líticos com datações de dezenas de milhares de anos. Os achados alimentaram debates internacionais sobre a chegada humana às Américas e influenciaram as teorias sobre os primeiros habitantes do continente.
Pesquisas conduzidas por arqueólogos no sudeste do Piauí também envolveram a Fundação Museu do Homem Americano. O trabalho contribuiu para a proteção ambiental, a produção científica e a participação de moradores locais na preservação e na catalogação dos abrigos rupestres.
Orientações para a visita
A viagem até São Raimundo Nonato exige atenção ao clima árido do sertão. Os circuitos arqueológicos incluem caminhadas e requerem preparo físico, além do cumprimento das orientações locais.
A contratação de guia credenciado é obrigatória para circular pelas trilhas sinalizadas. Esses profissionais conhecem a geografia dos cânions, interpretam os painéis rupestres e orientam os visitantes para proteger o ecossistema.
Durante os passeios, a recomendação é usar calçados fechados e roupas leves, levar água suficiente e utilizar protetor solar. O turismo responsável ajuda a preservar os monumentos arqueológicos e a manter a participação comunitária nas ações de conservação.







