Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Camarão-pistola usa bolha de cavitação para atordoar presas

O estalo do camarão-pistola nasce do colapso de uma bolha de vapor, e não do choque entre as partes da pinça.

Camarão-pistola usa bolha de cavitação para atordoar presas

O camarão-pistola consegue atordoar pequenas presas ao fechar uma garra especializada em alta velocidade. O movimento expulsa um jato de água, provoca cavitação e cria uma bolha que cresce e depois colapsa. É nesse colapso que surge o principal pulso de pressão e som, e não no contato mecânico entre as partes da pinça.

Como a pinça produz o estalo

A estrutura da garra funciona como um mecanismo para lançar água. Quando ela se fecha, uma espécie de êmbolo entra em uma cavidade e força a passagem da água por uma abertura estreita. O jato pode alcançar velocidades da ordem de dezenas de metros por segundo. Estudos experimentais estimaram valores próximos de 25 m/s, enquanto outras medições encontraram velocidades ainda maiores, dependendo do animal e do método utilizado.

A velocidade do jato reduz bruscamente a pressão em uma pequena região. Com isso, parte da água passa temporariamente para a fase de vapor e forma uma cavidade. Esse processo é chamado de cavitação e não exige que toda a água seja aquecida até a fervura.

A bolha acompanha o jato por uma curta distância. Ao chegar a uma área de pressão maior, começa a se contrair rapidamente. Durante o colapso, sua superfície acelera para dentro em um intervalo muito curto. A energia concentrada em uma região minúscula gera uma onda de pressão intensa e o ruído característico do animal.

Efeito sobre as presas

Camarões da família Alpheidae usam esse mecanismo durante a caça e em interações defensivas. O jato e a onda de pressão podem atingir pequenos organismos posicionados diante da pinça, atordoá-los e facilitar a captura. O alvo, portanto, não precisa ser esmagado pela garra: uma parte importante do ataque ocorre a distância, por meio da água movimentada e do colapso da bolha.

O fenômeno também pode interferir na comunicação acústica debaixo d’água e afetar pequenos animais próximos quando ocorre a curta distância.

Luz e níveis de pressão

Pesquisadores observaram um pequeno flash de luz no momento do colapso, fenômeno chamado de “shrimpoluminescence”. A emissão indica condições extremas dentro da bolha, com estimativas de temperatura de pelo menos cerca de 5.000 K por um intervalo muito curto. Essa temperatura fica concentrada em uma região microscópica e não aquece a água ao redor a milhares de graus.

Medições sobre camarões de estalo relatam níveis subaquáticos que podem se aproximar ou ultrapassar 200 dB na fonte. A comparação direta com o som de um tiro no ar, porém, não é adequada, porque as medições subaquáticas usam uma pressão de referência diferente da empregada para sons no ar.

O apelido camarão-pistola descreve a rapidez do movimento, o estalo e a onda de pressão, mas o animal não dispara projétil nem produz explosão química. Sua anatomia usa a água como meio de transferência de energia, forma uma bolha por cavitação e produz o pulso principal quando essa bolha colapsa.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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