O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu nesta segunda-feira 28 que Israel interrompa o que classificou como uma anexação progressiva da Cisjordânia ocupada. Ele também considerou profundamente alarmante o nível de violência na região.
A posição foi apresentada ao Conselho de Segurança por Ramiz Alakbarov, representante adjunto da ONU para o Oriente Médio, durante a leitura de um texto de Guterres. O secretário-geral condenou a expansão dos assentamentos israelenses e afirmou que a anexação da Cisjordânia é ilegal e não produz efeitos jurídicos.
Alakbarov também apresentou o relatório mais recente de Guterres sobre o cumprimento da Resolução 2334 do Conselho de Segurança, aprovada em 2016. O documento pede que Israel interrompa imediatamente todas as atividades de assentamento no território palestino ocupado. O período analisado vai de 13 de junho a 18 de setembro.
Guterres citou ataques persistentes e cada vez mais intensos de colonos, demolições ilegais de propriedades palestinas e a expansão acelerada dos assentamentos. Para ele, essas ações violam o direito internacional, ampliam a ocupação israelense e prejudicam o direito dos palestinos à autodeterminação.
O secretário-geral também exigiu o fim dos ataques palestinos contra israelenses e defendeu que os responsáveis sejam responsabilizados. Ele criticou ainda provocações perigosas e declarações inflamadas feitas por políticos de diferentes setores.
A guerra começou após um ataque de militantes do Hamas em território israelense, em 7 de outubro. O episódio deixou 1.221 mortos, segundo um balanço baseado em números oficiais israelenses.
Desde então, a ofensiva militar israelense matou mais de 74 mil pessoas e feriu 175 mil em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde do território palestino, que atua sob autoridade do Hamas. A ONU considera esses dados confiáveis.







