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Disputa eleitoral em Israel mantém Gaza e direitos palestinos no centro

Campanha para o Parlamento israelense começa com críticas à resposta ao Hamas e pressão contra partidos e cidadãos árabes.

Disputa eleitoral em Israel mantém Gaza e direitos palestinos no centro

A campanha para as eleições do Parlamento israelense, previstas para outubro, é marcada pela disputa sobre a resposta aos ataques do Hamas e pelo tratamento dado à população palestina. O episódio de 7 de outubro de 2023 deixou 1.219 mortos e 251 reféns, e as falhas na preparação e na defesa de Israel são usadas pelos adversários do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para cobrar uma investigação independente.

Naftali Bennett e Gadi Eisenkot estão entre os opositores que defendem a apuração. Netanyahu e seus aliados, por outro lado, direcionam o debate aos partidos árabes e à população árabe-israelense. Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional, e o partido Otzma Yehudit pediram ao Comitê Central de Eleições o impedimento da Lista Árabe Unida, sob a alegação de apoio ao terrorismo.

A campanha também inclui manifestações contra trabalhadores árabes, estudantes e professores. Ben-Gvir defendeu publicamente a morte de “30 ou 40” pessoas por noite em Gaza, inclusive de pessoas que não seriam consideradas ameaças a Israel. Em outra declaração, afirmou: “Eles nem são pessoas”.

Oposição e opinião pública

O Change Bloc, aliança de partidos de oposição, afirma que Ben-Gvir não representa Israel e rejeita o boicote aos partidos árabes. A aliança, porém, evita defender a possibilidade de um Estado Palestino. Yair Golan, seu líder, usa os termos Judeia e Samaria para se referir à Cisjordânia e não critica a ofensiva em Gaza.

Pesquisas citadas na análise de Reginaldo Nasser mostram que, entre março e abril de 2024, 39% dos israelenses consideravam adequada a resposta militar a Gaza, enquanto 34% a julgavam insuficiente. Para 19%, a resposta havia sido exagerada. Apenas 26% acreditavam na coexistência pacífica entre Israel e um Estado Palestino.

Os levantamentos de 2025 mantiveram tendência semelhante. Entre os judeus israelenses, 79% disseram não se sentir perturbados pelo sofrimento da população civil palestina, e 76% afirmaram acreditar que não há inocentes em Gaza.

Participação política

A análise aponta que os palestinos da Cisjordânia e de Gaza não participam das eleições israelenses. Já os cidadãos palestinos de Israel votam, mas enfrentam tentativas recorrentes de deslegitimação ou exclusão durante a campanha.

Para Nasser, a situação expõe uma tensão entre eleições competitivas e o controle territorial e populacional baseado em critérios étnicos. A questão palestina permanece central na disputa, mas o debate partidário se concentra nas formas de controlar, combater ou excluir essa população, sem incluir os direitos humanos ou a criação de um Estado Palestino como temas centrais.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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