O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou acordos e iniciativas de cooperação durante uma viagem de três dias pela América do Sul. A agenda incluiu minerais críticos, cooperação nuclear civil, segurança, defesa e possíveis negócios envolvendo ouro.
Na Colômbia, Rubio assinou dois acordos: um sobre minerais críticos e outro sobre cooperação atômica de natureza civil. No Equador, afirmou que os Estados Unidos podem participar de negócios relacionados ao ouro, cuja comercialização, segundo ele, beneficia organizações terroristas. No Peru, defendeu a necessidade de estabilidade política para ampliar os negócios e afirmou que o acesso a minerais é mais simples quando os recursos estão no mesmo hemisfério.
Colômbia, Equador e Peru integram o Escudo das Américas e a Coalizão das Américas Contra Cartéis, também chamada de A3C. As iniciativas preveem coordenação de ações contra grupos criminosos, com possibilidade de troca de informações de inteligência e apoio a operações conjuntas.
A cooperação anunciada também envolve ações policiais e militares. O texto cita um bombardeio realizado em março em uma área de selva na fronteira entre Peru e Equador e a retomada da pulverização de veneno sobre áreas de cultivo de coca na Colômbia.
Estratégia dos Estados Unidos
Rubio é responsável pela implementação da Estratégia Nacional de Defesa dos Estados Unidos, elaborada no fim de 2025. O documento classifica a América Latina como área prioritária e menciona repetidamente a Doutrina Monroe. A estratégia busca reduzir a presença da China na região e ampliar o espaço de empresas norte-americanas.
Durante a viagem, Rubio passou pela Colômbia em 8 de setembro, seguiu para o Equador no dia seguinte e encerrou a agenda no Peru no dia 10. O secretário afirmou que os grupos terroristas representam uma ameaça não apenas ao Peru, mas também aos Estados Unidos, e prometeu toda a ajuda solicitada pelo governo peruano.
Em 2 de setembro, o presidente Donald Trump disse que os países sul-americanos estavam se deslocando da esquerda para a direita e avaliou: “Estamos indo muito bem”. A declaração ocorreu enquanto o Brasil se preparava para as eleições presidenciais de outubro. Trump também afirmou ter uma boa relação com o país, apesar da sobretaxa sobre exportações brasileiras e da aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades do Judiciário envolvidas na condenação de pessoas ligadas à tentativa de golpe de Estado de 2023.








