Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Augusto Cury propõe lista tríplice para comando da Polícia Federal

Candidato do Avante afirma que delegados federais deveriam indicar nomes para que o presidente escolha o diretor-geral da corporação.

Augusto Cury defende lista tríplice para escolha do diretor-geral da Polícia Federal
Foto: Alexandre Brum/Enquadrar/Estadão Conteúdo

O escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, defendeu nesta quarta-feira (9) que o diretor-geral da Polícia Federal seja escolhido a partir de uma lista tríplice formada por delegados da própria corporação. A proposta foi apresentada durante entrevista coletiva, em meio à crise que envolveu o afastamento e a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo.

Pelo modelo defendido por Cury, os delegados federais escolheriam três nomes, e o presidente da República indicaria um deles. Para o candidato, a mudança ampliaria a autonomia da Polícia Federal em relação ao governo e aos partidos.

"Para não haver interferência na Polícia Federal, deveria haver uma lista tríplice de delegados federais escolhidos pelos próprios delegados federais, e o presidente escolhe um delegado a partir desta lista tríplice", afirmou.

Atualmente, o presidente escolhe diretamente o diretor-geral da Polícia Federal. A indicação não depende de lista tríplice nem de aprovação do Congresso. O nomeado precisa ser delegado de classe especial, último nível da carreira, e a nomeação é formalizada por decreto presidencial.

Andrei Rodrigues foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do terceiro mandato e assumiu o comando da corporação em janeiro de 2023. Antes, havia sido responsável pela segurança de Lula durante a campanha eleitoral de 2022 e ocupava funções de direção na Polícia Federal.

A crise também envolveu decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal. André Mendonça havia determinado o afastamento de Rodrigues com base em supostas irregularidades na produção de um relatório de inteligência. O documento foi usado por Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra Mendonça, relacionada à condução dos inquéritos do Banco Master e do INSS.

Flávio Dino reverteu a decisão nesta quarta-feira e citou risco de prejuízo a investigações sensíveis e de instabilidade administrativa na Polícia Federal, incluindo a mudança de Leandro Almada, então responsável pela diretoria de inteligência.

Cury disse estar "muito triste" com os episódios e defendeu maior prestação de contas por parte de autoridades públicas. Para ele, a crise tem contribuído para o desgaste da imagem do STF perante a sociedade brasileira.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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