Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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PF aponta atuação de Flávio Bolsonaro em recursos para filme sobre Jair Bolsonaro

Documentos indicam que Eduardo Bolsonaro administrava parte do dinheiro destinado à produção de “Dark Horse” nos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro negociava recursos para 'Dark Horse' com Vorcaro, e Eduardo era gestor do dinheiro, diz PF
Foto: Reuters

Documentos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República indicam que o senador Flávio Bolsonaro atuava diretamente nas negociações com Daniel Vorcaro para obter investimentos no filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. O material também aponta que Eduardo Bolsonaro administrava os recursos levantados para a produção nos Estados Unidos.

Na noite desta quinta-feira (10), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou a retirada do sigilo dos documentos relacionados ao Banco Master. A decisão foi cumprida pelo relator do caso, ministro André Mendonça. O fim da confidencialidade também havia sido defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após a divulgação de parte do material, Flávio Bolsonaro pediu transparência sobre a investigação. “Para mim, a melhor coisa que pode acontecer é a transparência total sobre esse assunto”, afirmou o senador em entrevista.

Negociações e valores

A Polícia Federal afirma que Flávio trocou mensagens com Vorcaro e pessoas ligadas a ele, encontrou-se pessoalmente com o ex-banqueiro e fez cobranças para que fossem realizados investimentos no filme. O relatório descreve o senador como interlocutor direto nas tratativas sobre o financiamento, incluindo pagamentos, reuniões e acompanhamento das gravações.

As negociações envolveriam pelo menos US$ 24 milhões, dos quais pelo menos US$ 12,3 milhões teriam sido efetivamente pagos. A investigação também apura a suspeita de que parte do dinheiro arrecadado tenha custeado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Segundo a PF, Eduardo dava orientações sobre a administração dos recursos no país. A gestão seria feita pelo fundo Havengate, ligado ao advogado Paulo Calixto. Criado em 2020, o fundo teria permanecido sem movimentação até fevereiro de 2025, quando recebeu US$ 2 milhões da empresa Entre, usada para os pagamentos relacionados ao filme.

A PGR apoiou a continuidade da apuração e pediu o levantamento de propostas legislativas de Flávio Bolsonaro e do deputado Mário Frias que possam ter beneficiado Vorcaro ou o Banco Master.

Na quinta-feira, uma operação autorizada pelo ministro Flávio Dino investigou suspeitas de desvio de R$ 750 mil da produção e uso de verba pública. Entre os alvos está Mário Frias, que teria destinado R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Gama, também dona da Go Up Entertainment, produtora do filme.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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