O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira 16 que o Exército está preparado para concluir a ofensiva na Faixa de Gaza. Ele também defendeu a execução de um plano para retirar os dois milhões de palestinos que vivem no território.
Katz disse que 70% de Gaza já foram esvaziados. Segundo o ministro, a proposta migratória seria voluntária, baseada na alegação de que a maioria dos palestinos desejaria deixar a região. A iniciativa é apresentada enquanto permanece o impasse sobre o cessar-fogo intermediado pelos Estados Unidos em outubro de 2025.
Reações à proposta
De acordo com Katz, fracassou o acordo que previa o desarmamento do Hamas. A proposta de deslocamento provocou reações diplomáticas. O embaixador norte-americano, Mike Huckabee, negou que exista um plano de expulsão.
O presidente egípcio, Abdel Fatah al Sisi, reiterou que o Egito se opõe a uma tentativa de deslocar o povo palestino. As declarações ocorreram em meio à discussão sobre os próximos passos do cessar-fogo e sobre o desarmamento do Hamas.
A ofensiva israelense começou depois do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. O episódio deixou 1.221 mortos e 251 reféns em Israel. Desde então, a campanha de Tel Aviv matou mais de 73.700 pessoas em Gaza, segundo os dados apresentados no relato, e provocou a destruição do território e o deslocamento de quase toda a população.
A declaração de Katz combina a previsão de continuidade das operações militares com a defesa de uma saída palestina descrita por ele como voluntária. O ministro não apresentou, no conteúdo disponível, detalhes adicionais sobre a execução do plano.







