Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Ministro de Israel propõe retirada de palestinos de Gaza em sete anos

Itamar Ben Gvir apresentou um plano para transferir palestinos de Gaza a outros países durante sua campanha eleitoral.

Ministro de Israel propõe retirada de palestinos de Gaza em sete anos

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, apresentou nesta quinta-feira 3 um plano para retirar todos os palestinos da Faixa de Gaza e transferi-los para outros países. A proposta prevê a saída de 250 mil pessoas no primeiro ano e a transferência dos cerca de 2 milhões de habitantes restantes nos seis anos seguintes.

Ben Gvir, que lidera o partido de extrema direita Otzma Yehudit, chamou o projeto de “realista”. Ele afirmou que existem países dispostos a receber palestinos de Gaza, mas não informou quais seriam essas nações. O plano teria sido batizado de “Disengagement 710” e é apresentado pelo ministro como uma iniciativa de “migração voluntária”.

A proposta faz parte da campanha de Ben Gvir para as próximas eleições israelenses. O anúncio ocorreu um dia depois de o ministro da Defesa, Israel Katz, defender a remoção da população palestina de Gaza.

Declarações de Israel Katz

Em uma conferência organizada pelo Ynet, Katz afirmou que não haveria uma solução para o território sem a migração dos palestinos. Ele também disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria apenas congelado uma proposta de retirada, sem cancelá-la.

Katz declarou que Israel estaria preparado para realizar a transferência por mar, ar ou qualquer outro meio. Segundo o ministro, outros países poderiam aceitar palestinos caso recebessem apoio de Washington. O Egito, que faz fronteira com Gaza, rejeita a possibilidade de receber refugiados palestinos.

Na quarta-feira 2, Katz também buscou o apoio de Trump para o plano. O ministro considera o respaldo norte-americano fundamental para viabilizar a proposta.

As declarações ocorrem durante a campanha eleitoral em Israel e refletem a defesa, por integrantes da extrema direita do governo, de uma redução permanente da população palestina em Gaza.

Organizações de direitos humanos criticam a proposta. Elas alertam que a transferência em massa de uma população civil sob coerção ou indução poderia configurar crime de deslocamento forçado, proibido pela Convenção de Genebra, salvo em circunstâncias específicas previstas pelo direito internacional.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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