HAIA — O julgamento em primeira instância de Hashim Thaçi terminou nesta quarta-feira 16 com uma condenação a 25 anos de prisão. O ex-presidente do Kosovo foi responsabilizado por detenção ilegal, tortura, assassinato e tratamento cruel em decisão de um tribunal especial sediado na cidade.
A sentença considera crimes de guerra atribuídos à guerrilha kosovar Exército de Libertação do Kosovo (ELK) durante e depois do conflito com a Sérvia, ocorrido entre 1998-1999. A pena inclui o período que Thaçi já passou em detenção desde que se entregou à Justiça, em novembro de 2020.
Acusações contra a guerrilha
Antigo dirigente político do ELK, Thaçi foi considerado responsável por abusos praticados contra sérvios, ciganos e albaneses apontados como opositores políticos. Os crimes ocorreram em campos localizados no Kosovo e na Albânia, de acordo com a decisão dos juízes internacionais.
Aos 58 anos, Thaçi acompanhou o anúncio do veredicto sem demonstrar reação. O processo em primeira instância se estendeu por mais de três anos.
O conflito dos anos 1990 deixou cerca de 13 mil mortos, em sua maioria civis albaneses kosovares. A guerra acabou depois de uma campanha de bombardeios da Otan que levou à retirada das forças sérvias.
Thaçi era visto por muitos habitantes do Kosovo de origem albanesa como herói e símbolo da independência declarada em 2008. A independência do país, porém, não é reconhecida por Sérvia, Rússia e China.







