A pobreza atingiu 32,3% da população da Argentina no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). A taxa de indigência também aumentou e chegou a 7,5%.
A alta interrompe um período de dois anos de redução da pobreza no país durante o governo de Javier Milei. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira 24, em um cenário de aceleração da inflação e aumento do desemprego.
A taxa de desemprego chegou a 7,9%, o maior nível desde 2021. Especialistas associam a retração à precarização do trabalho e ao fechamento de cerca de 30.000 empresas desde o início da atual gestão.
O impacto é maior entre as crianças. Entre os menores de 14 anos, 44,5% vivem em situação de pobreza, conforme o levantamento do Indec.
Critérios do levantamento
Para o instituto, são considerados pobres os adultos cuja renda não é suficiente para cobrir uma cesta básica de cerca de 340 dólares (1.761 reais) pelo câmbio oficial. O cálculo inclui alimentos, além de outros bens e serviços.
A cesta usada para medir a indigência considera apenas alimentos e custa aproximadamente 150 dólares (777 reais) por mês. A taxa de indigência corresponde à parcela da população cuja renda não alcança esse valor.
Os números refletem a situação registrada no primeiro semestre de 2026 e mostram a evolução dos indicadores sociais durante o governo Milei.








