Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Milei retoma discurso sobre Malvinas em meio a críticas de conveniência eleitoral

Pesquisas indicam que a maioria dos argentinos vê motivação política na nova defesa da soberania sobre as ilhas.

Milei retoma discurso sobre Malvinas em meio a críticas de conveniência eleitoral

O presidente argentino Javier Milei retomou a defesa da soberania sobre as Ilhas Malvinas e ameaçou punir uma empresa britânica e outra israelense que planejam explorar petróleo em Sea Lion, a 200 quilômetros ao norte do arquipélago. A mudança ocorre apesar de posições anteriores favoráveis à ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, de declarações sobre os desejos dos moradores das ilhas e do alinhamento de sua política externa com Estados Unidos e Israel.

Uma pesquisa da TresPuntoZero, dirigida pela socióloga Shila Vilker, mostra que 83,5% dos argentinos se consideram muito ou bastante nacionalistas. Já o levantamento da Management & Fit aponta que 61,1% atribuem a nova postura de Milei à conveniência política. Apenas 24,7% relacionam a mudança a uma convicção pessoal.

O presidente enfrenta 60% de desaprovação nas pesquisas, em um cenário econômico no qual, desde o início de seu mandato, foram registrados 600 mil empregos a menos e 30 mil empresas fecharam. A Argentina reivindica diplomaticamente as Malvinas desde a redemocratização. O Reino Unido ocupa as ilhas desde 1833. Em 1982, a ditadura de Leopoldo Galtieri tentou retomar o território pela força, mas foi derrotada.

Disputa e aliança militar

O novo discurso veio após sinais de mobilização nacionalista. Em 15 de julho, o jogador Giovani Lo Celso exibiu a bandeira “As Ilhas Malvinas São Argentinas” depois da vitória da seleção argentina sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo. Em 6 de agosto, o governo foi derrotado ao tentar flexibilizar as restrições à propriedade de terras por estrangeiros.

Milei também anunciou o reforço da base naval de Ushuaia, projeto iniciado em 2022, durante o governo de Alberto Fernández. Em 5 de abril de 2024, ele esteve no local para receber Laura Richardson, então chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, e associou a soberania argentina à base e à parceria com Washington.

A cooperação militar continuou. Em abril de 2025, o almirante Alvin Holsey, novo chefe do Comando Sul, visitou Milei, o Ministério da Defesa e a base de Ushuaia. Em 2026, a Argentina assinou uma carta de intenções com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no programa 333, para desenvolver capacidades de vigilância e controle marítimo ao longo de cinco anos. O governo argentino informou que parte dos equipamentos americanos começava a chegar.

Posição dos Estados Unidos

A mudança de Milei ocorreu enquanto Donald Trump mantém divergências temporárias com o Reino Unido, embora a aliança entre os dois países permaneça. As diferenças envolvem gastos militares dos aliados europeus, a guerra com o Irã, o uso de instalações como Diego García e a segurança do Estreito de Ormuz. Trump insinuou que poderia rever a posição americana sobre as Malvinas, e Milei aproveitou a sinalização.

Os Estados Unidos, porém, não reconheceram a soberania argentina nem exigiram publicamente negociações com Londres, em conformidade com a Resolução 2065 da ONU. O governo de Milei também criou o RIGI, regime com condições tributárias, alfandegárias e cambiais para grandes investimentos por 30 anos, e aprofundou acordos com Washington sobre minerais críticos, telecomunicações, infraestrutura e cooperação militar.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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