Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Boris Johnson acusa Milei de usar Malvinas em estratégia eleitoral

Ex-premiê britânico diz que Argentina não pretende iniciar uma guerra, mas pede ao governo do Reino Unido reforços no arquipélago.

Boris Johnson acusa Milei de usar Malvinas em estratégia eleitoral

O ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson afirmou nesta sexta-feira (4) que as medidas anunciadas por Javier Milei para as Ilhas Malvinas têm como objetivo a eleição presidencial argentina de 2027. Johnson também pediu que o governo do premiê trabalhista Andy Burnham envie reforços militares ao arquipélago, embora não acredite em uma nova guerra entre Argentina e Reino Unido.

Milei anunciou na quinta-feira (3) que pretende impor sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas Malvinas e construir uma base naval integrada na província da Terra do Fogo. A iniciativa ocorreu depois de Donald Trump mencionar a possibilidade de reavaliar a posição dos Estados Unidos sobre a disputa, atualmente de neutralidade, mas com reconhecimento do controle britânico sobre as ilhas.

Em sua coluna, Johnson relacionou a postura argentina à campanha de reeleição de Milei. O ex-premiê disse que o presidente argentino não deseja um confronto com o Reino Unido, mas pode considerar necessário estimular o sentimento nacionalista diante de uma disputa eleitoral difícil.

Petróleo e reforço militar

O projeto de exploração de petróleo Sea Lion está entre os alvos das medidas anunciadas por Milei. A reserva fica a 220 km ao norte do arquipélago, e a previsão é que a extração comece em 2028. O empreendimento é desenvolvido pela britânica Rockhopper e pela israelense Navitas.

A disputa pelas ilhas no Atlântico Sul provocou uma guerra entre Argentina e Reino Unido em 1982, vencida pelos britânicos. Em 2013, um referendo com moradores das Malvinas registrou 99,8% de apoio à permanência do arquipélago como território ultramarino britânico.

Na sexta-feira, um porta-voz do governo de Burnham afirmou que as forças responsáveis pela defesa da “soberania” das ilhas permanecerão no local enquanto os habitantes desejarem. O representante acrescentou: “Nossas forças armadas estão de prontidão 24 horas por dia, sete dias por semana, para proteger o Reino Unido e os nossos interesses”.

Johnson defendeu uma resposta mais firme do primeiro-ministro britânico. Para ele, Burnham deve reafirmar que as Falklands, nome usado pelo Reino Unido para o arquipélago, são britânicas e não aceitar provocações relacionadas aos campos de petróleo de Sea Lion. O ex-premiê também cobrou o envio imediato de reforços.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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