O Reino Unido afirmou que manterá forças militares nas Ilhas Malvinas após Javier Milei anunciar medidas para intensificar a disputa entre Argentina e Reino Unido pelo arquipélago no Atlântico Sul.
O anúncio argentino foi feito na noite de quinta-feira (3). Em discurso, Milei disse que pretende aplicar sanções a empresas que explorarem recursos naturais nas ilhas e construir uma base naval integrada na província da Terra do Fogo, território que a Argentina considera incluir o arquipélago.
Um porta-voz do premiê britânico, Andy Burnham, declarou que as forças destinadas a defender a soberania das Malvinas permanecerão no local enquanto os habitantes desejarem. “Nossas forças armadas estão de prontidão 24 horas por dia, sete dias por semana, para proteger o Reino Unido e os nossos interesses”, afirmou.
A disputa pelas ilhas levou os dois países à guerra em 1982, vencida pelo Reino Unido. Antes do anúncio de Milei, a Argentina mantinha a reivindicação de soberania por meio da diplomacia e de organismos internacionais.
A incorporação do arquipélago pela Argentina é rejeitada pela população local. Em um referendo realizado em 2013, 99,8% dos moradores disseram preferir que as ilhas continuassem como território ultramarino britânico.
Exploração de petróleo
Entre os alvos do governo argentino está o projeto Sea Lion, voltado à exploração de uma reserva de petróleo localizada 220 km ao norte das Malvinas. A iniciativa é desenvolvida pela empresa britânica Rockhopper e pela israelense Navitas, com previsão de início da extração em 2028.
O discurso de Milei ocorreu dias depois de Donald Trump mencionar a possibilidade de reavaliar a neutralidade dos Estados Unidos na disputa. Em entrevista coletiva na Casa Branca na segunda-feira (31), Trump afirmou: “Eu sempre revejo todas as posições. Essa é apenas uma entre muitas”.







