Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Nova Zelândia libera MDMA em tratamento controlado para TEPT

Dois psiquiatras poderão prescrever MDMA de grau farmacêutico a pacientes com transtorno de estresse pós-traumático.

Nova Zelândia libera MDMA em tratamento controlado para TEPT

O país autorizou nesta sexta-feira (4) que dois psiquiatras prescrevam MDMA de grau farmacêutico a pacientes com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). A substância é o mesmo princípio ativo do ecstasy e será usada em um modelo controlado de terapia assistida por psicodélicos.

A autorização foi concedida pelo Medsafe, órgão regulador de medicamentos da Nova Zelândia. Os profissionais terão de comprovar experiência no manuseio do MDMA e seguir protocolos específicos para administrar o tratamento.

Os pacientes serão avaliados individualmente. A aplicação ocorrerá na clínica do especialista e fará parte de um plano terapêutico integral. O governo informou que o medicamento não poderá ser levado para casa.

Decisão amplia política sobre psicodélicos

O ministro associado da Saúde, David Seymour, afirmou que o MDMA pode contribuir para o tratamento do TEPT. “O TEPT arruína vidas e é difícil de tratar”, disse em comunicado divulgado pelo governo neozelandês.

Com a medida, a Nova Zelândia se torna o segundo país a autorizar esse tipo de tratamento para o transtorno. A Austrália permitiu, em 2023, o uso de MDMA e psilocibina em determinados contextos clínicos. A psilocibina é um composto psicodélico encontrado naturalmente em algumas espécies de fungos.

A decisão também amplia uma política iniciada em 2025, quando a Nova Zelândia autorizou um psiquiatra experiente a prescrever psilocibina para pacientes com depressão resistente a outros tratamentos. O governo disse que as mudanças regulatórias procuram facilitar o acesso a tratamentos inovadores, mantendo salvaguardas para a administração segura.

Nos Estados Unidos, o uso do MDMA não foi aprovado pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), sob a justificativa de falta de provas de segurança. No Brasil, a substância é proibida e integra a Lista F2, de psicotrópicos, da Anvisa.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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