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Cagaita exige cuidado na colheita e conservação após amadurecer

Fruta nativa do Cerrado tem polpa suculenta, amadurece rapidamente e pode ser congelada para prolongar o uso.

Cagaita exige cuidado na colheita e conservação após amadurecer

A cagaita é uma fruta nativa do Cerrado brasileiro que amadurece rapidamente e perde qualidade pouco tempo depois da colheita. De sabor levemente ácido, o fruto tem polpa suculenta e casca fina, características que exigem cuidado no transporte, no armazenamento e na escolha do ponto de consumo.

A fruta vem da cagaiteira, árvore conhecida cientificamente como Eugenia dysenterica e pertencente à família Myrtaceae. A espécie apresenta porte médio e flores brancas e aromáticas. Durante o amadurecimento, a casca da cagaita muda do verde para tons amarelados. Quando está pronta para o consumo, a polpa fica macia e suculenta.

Além do consumo fresco, a cagaita pode ser usada na produção de sucos, doces, geleias, sorvetes e polpas congeladas. Estudos na área de ciência de alimentos destacam o elevado teor de água da fruta e a baixa durabilidade depois da colheita.

Como escolher e colher

O momento indicado para a colheita é quando o fruto atinge a maturação adequada ou está “de vez”, com mudança gradual na coloração. Em alguns casos, a cagaita se desprende com um leve movimento dos galhos, sinal de que está próxima do ponto de consumo.

Embora seja comum encontrar frutas maduras no chão, não devem ser recolhidas as unidades machucadas, sujas ou com sinais de fermentação. A Embrapa orienta que frutos de casca pouco resistente sejam colhidos e transportados com cuidado. Também é necessário evitar o empilhamento de muitas unidades no mesmo recipiente, já que a pressão pode danificar a casca.

A fruta apresenta elevada atividade metabólica depois de colhida, o que contribui para a perda rápida de firmeza e qualidade. Pesquisas de pós-colheita realizadas pela Embrapa, pelo Instituto Federal de Minas Gerais e por universidades brasileiras apontam baixa conservação em temperatura ambiente. O calor, os danos durante o transporte e a exposição prolongada fora da refrigeração podem acelerar a deterioração.

Formas de conservação

Depois da colheita, é indicado separar as unidades íntegras, evitar apertá-las e armazená-las sob refrigeração. Recipientes rasos reduzem a pressão sobre a casca, enquanto embalagens adequadas ajudam a diminuir a perda de água e o contato entre frutas danificadas.

Outra opção é retirar a polpa e congelá-la em porções. A Embrapa informa que a polpa pode permanecer congelada por períodos prolongados, mantendo características de cor, sabor e consistência. Como a cagaita é delicada, o processamento próximo ao local da colheita tende a ser mais eficiente do que o transporte de grandes quantidades da fruta in natura.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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