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Combinação da Lilly reduz peso em estudo e amplia disputa com a Novo

EloraTZP levou a perda média de 23,3% do peso em 48 semanas, acima dos 14,8% registrados com tirzepatida isolada.

Combinação da Lilly reduz peso em estudo e amplia disputa com a Novo

A Eli Lilly informou resultados iniciais positivos de um estudo com o EloraTZP, combinação de eloralintida e tirzepatida. Na dose mais alta avaliada, o medicamento levou a uma perda média de 23,3% do peso corporal em 48 semanas (11 meses). Entre os participantes que receberam apenas 15 mg de tirzepatida, a redução média foi de 14,8%.

O estudo foi anunciado pela farmacêutica na quarta-feira, 30 de setembro, durante a reunião anual da European Association for the Study of Diabetes (EASD), em Milão. A pesquisa envolveu 367 adultos com obesidade ou sobrepeso e diabetes tipo 2, nos Estados Unidos e na Argentina.

A diferença entre os grupos foi de 8,5 pontos percentuais. A tirzepatida ativa os receptores dos hormônios GIP e GLP-1. Já a eloralintida atua seletivamente sobre o receptor de amilina, hormônio produzido naturalmente pelo organismo depois das refeições e relacionado à sensação de saciedade.

No Brasil, a tirzepatida é comercializada como Mounjaro. Nos Estados Unidos, o mesmo princípio ativo é vendido com o nome de Zepbound. A Eli Lilly também testa a eloralintida como medicamento isolado em estudos de fase final.

Reação do mercado e próximos estudos

As ações da Eli Lilly subiram 2,6% no início do pregão de quarta-feira, 30, na Nyse, mas depois reduziram a alta. Por volta de 12h (horário local), os papéis avançavam 0,4%. No acumulado de 2026, a valorização era de 10,5%. Em 12 meses, a alta chegava a 55,6%, e o valor de mercado da companhia estava em US$ 1,1 trilhão.

O analista David Risinger, da Leerink Partners, estimou que a eloralintida pode gerar US$ 13,6 bilhões em receita global em 2032. Antes da divulgação dos resultados, Geoff Meacham, do Citi, havia dito que uma perda de peso acima de 18% representaria uma “vitória incontestável” para a empresa.

Kenneth Custer, presidente da divisão de saúde cardiometabólica da Lilly, afirmou que o tratamento combinado busca oferecer “o melhor equilíbrio entre eficácia, segurança e tolerabilidade” no portfólio da companhia para obesidade. Segundo ele, o estudo também registrou perda de peso significativa entre pacientes com diabetes.

A empresa planeja iniciar os ensaios clínicos de fase final do EloraTZP no quarto trimestre de 2026. A estratégia coloca a Lilly em disputa com a Novo Nordisk, que passou a adotar a marca Novo, pelo mercado global de medicamentos para emagrecimento.

A Novo pretende lançar o CagriSema no início de 2027. O medicamento apresentou redução média de peso de 23% ao longo de 84 semanas em um estudo comparativo direto, mas ficou abaixo da tirzepatida em altas doses da Lilly.

A pesquisadora principal Liana Billings afirmou que obesidade e diabetes tipo 2 estão interligados e que o estudo avalia o potencial de combinar diferentes vias hormonais no tratamento das duas condições.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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