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Sandoz lançará caneta Owozy no Brasil em meio à expansão do mercado de GLP-1

Produto da Sandoz recebeu registro da Anvisa e chegará às farmácias em meio à entrada de novas marcas de semaglutida.

Sandoz lançará caneta Owozy no Brasil em meio à expansão do mercado de GLP-1

A Sandoz lançará a caneta de semaglutida Owozy no Brasil em meio à expansão do mercado de medicamentos GLP-1. O produto deve chegar às farmácias em um mês, no meio de outubro, sob o comando de Isabella Wanderley, presidente da companhia no país e ex-presidente da Novo Nordisk no Brasil.

Wanderley estava à frente da Novo Nordisk quando o Ozempic se tornou um blockbuster no Brasil, em 2022, impulsionado por depoimentos de influenciadores nas redes sociais. Agora, ela retorna ao segmento como concorrente, com a expectativa de conquistar espaço em um mercado que ganhou novos fabricantes após o fim da patente da semaglutida, em março.

O registro da Owozy foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de julho, junto com mais quatro canetas. A Ozivy, da EMS, foi a primeira aprovada no país, no fim de maio, e chegou às farmácias em junho. No começo de setembro, a Hypera lançou a caneta Semavy, com a marca Mantecorp.

Para Wanderley, a entrada da Sandoz cerca de quatro meses depois da primeira concorrente não reduz o potencial do negócio. “Nós ainda vamos ver muitas marcas chegando”, afirmou. Segundo ela, o mercado ainda está em formação e há pacientes sem acesso aos produtos.

Mercado e logística

O segmento de GLP-1 é o que mais vende nas farmácias brasileiras. O mercado formal está perto de R$ 19 bilhões, mas a maior parcela corresponde à tirzepatida do Mounjaro. O medicamento da Eli Lilly representa cerca de 65% de todas as canetas vendidas no Brasil. O Wegovy aparece em seguida, seguido pelo Ozempic.

A expansão do número de marcas também deve aumentar a demanda por estrutura de armazenamento. As canetas precisam ser guardadas em geladeira e transportadas em ambiente refrigerado. No caso da Owozy, o produto pode permanecer por cerca de 40 dias em temperatura ambiente depois que a caixa é aberta. Antes disso, também precisa ser mantido sob refrigeração.

A Sandoz fará no Brasil seu primeiro lançamento global antes de outros mercados. A companhia pretende avaliar o desempenho local para definir a distribuição do produto em outros países. O Brasil está entre os principais mercados internacionais da empresa, fora Europa e Estados Unidos, ao lado de Japão e Austrália.

No ano passado, a Sandoz registrou US$ 269,4 milhões em vendas e informou ter impactado nove milhões de pacientes. A semaglutida dará origem a uma nova unidade de negócios, além das áreas de genéricos e biossimilares.

A Owozy será produzida pela farmacêutica Adalvo, no Canadá, com insumos da China. A Sandoz também iniciou a preparação da transferência da titularidade do registro no Brasil, atualmente feito pela Ávita Care.

Possível incorporação ao SUS

Wanderley defende que a semaglutida seja incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS), inicialmente para um público mais seletivo. Ela estava na Novo Nordisk quando o Ministério da Saúde vetou pela primeira vez o pedido da empresa para incluir o produto no sistema, sob alegação de impacto orçamentário. Um novo pedido está em análise.

“Pessoalmente, acho que deveria ser incorporado. Os benefícios já estão comprovados”, disse a executiva. Ela citou a existência de 16 milhões de pacientes com diabetes como argumento para avaliar o acesso ao medicamento no mercado público.

Distribuição e estratégia comercial

A promoção e a distribuição da Owozy ficarão a cargo da Biolab. A farmacêutica realiza cerca de 35 mil visitações médicas ao mês, e a caneta terá prioridade entre os representantes da empresa. Como o GLP-1 exige receita médica, a estratégia será ampliar a proximidade com os profissionais responsáveis pela prescrição.

A Biolab também pretende oferecer produtos relacionados ao tratamento, como o suplemento Sarcoplex, voltado à manutenção de massa magra, e o Vonau, usado para combater enjoo, um dos principais efeitos colaterais associados à semaglutida.

O produto será lançado com um preço competitivo em relação às opções disponíveis. A Ozivy, por exemplo, pode ser encontrada a R$ 450. A empresa planeja um pacote para tratamento de três meses e avalia descontos para outros medicamentos da Biolab, mas não informou o preço da Owozy.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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