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EUA e China prorrogam trégua comercial, mas mantêm impasses sobre tarifas e tecnologia

Trump e Xi estenderam a trégua tarifária até 10 de janeiro de 2027 e deixaram decisões estruturais para os próximos encontros.

EUA e China prorrogam trégua comercial, mas mantêm impasses sobre tarifas e tecnologia

Donald Trump e Xi Jinping encerraram dois dias de reuniões com uma extensão temporária da trégua comercial entre Estados Unidos e China. O prazo foi levado para 10 de janeiro de 2027, enquanto questões sobre comércio, tecnologia e novas tarifas ficaram para negociações futuras.

O Representante de Comércio dos EUA (USTR), Jamieson Greer, classificou o período como uma janela para verificar o cumprimento de compromissos anteriores por Pequim, incluindo compras de soja norte-americana e o fornecimento de terras raras.

Acordos comerciais específicos

As negociações também resultaram em um mecanismo para um grupo de bens considerados não sensíveis. Produtos agrícolas e dispositivos médicos dos Estados Unidos, além de bens de consumo chineses, terão condições tarifárias mais favoráveis e ficarão protegidos de futuras disputas relacionadas à segurança nacional. Os detalhes operacionais serão divulgados na segunda-feira (28).

O efeito da trégua ocorre depois de mudanças nas cadeias globais de comércio. O déficit dos Estados Unidos em bens com a China caiu quase 40%, enquanto as importações norte-americanas do México chegaram ao recorde de US$ 60,6 bilhões em julho.

Inteligência artificial e próximos encontros

Na área de inteligência artificial, os dois governos concordaram em criar um mecanismo de notificação e canais diretos de comunicação para administrar crises. Não houve avanço em propostas rigorosas para regular modelos de fronteira.

Trump afirmou, na rede Truth Social, que Xi foi receptivo ao termo superinteligência. O presidente norte-americano defende manter o setor como está.

A Capital Economics avaliou que a visita produziu pouco além de uma trégua breve e apontou falta de progresso substantivo. A consultoria descreveu a relação entre os dois países como marcada por desconfiança mútua.

Trump e Xi têm novo encontro previsto para novembro, durante a cúpula da Apec, em Shenzhen, na China. A agenda também incluirá um painel sobre segurança em inteligência artificial. Outro encontro está programado para dezembro, durante a cúpula do G20, em Miami.

Os Estados Unidos ainda mantêm em avaliação a possibilidade de aplicar tarifas de 7,5% sobre produtos chineses, com foco no excesso de capacidade industrial. A medida está suspensa enquanto o governo norte-americano aguarda o desfecho das eleições de meio de mandato, previstas para novembro.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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