Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Itaú integra áreas para atender negócios de esporte, mídia e entretenimento

Itaú BBA e Itaú Private passam a atuar juntos em crédito, transações e gestão patrimonial para o setor.

Itaú integra áreas para atender negócios de esporte, mídia e entretenimento

O Itaú BBA e o Itaú Private começam, em 28 de setembro, a atuar de forma integrada nos mercados de esporte, mídia e entretenimento. A iniciativa reúne serviços de banco comercial, investment banking e gestão patrimonial sob a sigla SM&E, abreviação em inglês para sports, media & entertainment.

O banco já patrocina a seleção brasileira de futebol e participa de eventos como o Rock in Rio. Com a nova estrutura, pretende financiar empresas, assessorar transações e administrar o patrimônio de atletas, artistas, criadores e empresários ligados a essas áreas.

Eduardo Libano, superintendente do nicho tech do Itaú BBA, afirmou que profissionais do setor podem estabelecer relações simultâneas com as áreas empresarial e patrimonial. “Todo artista pode ser uma marca, todo atleta pode ser uma propriedade intelectual”, disse.

No Itaú BBA, a carteira empresarial relacionada ao segmento reúne algumas centenas de clientes. O atendimento terá gerentes de relacionamento dedicados, além da participação de profissionais de crédito, meios de pagamento e outras áreas conforme cada operação. O banco informa que algumas dezenas de pessoas estão envolvidas, com variação de acordo com os projetos.

Mercado e estrutura de atendimento

A estimativa do Itaú BBA é que os direitos de transmissão do futebol brasileiro tenham movimentado R$ 5,4 bilhões em 2025. O banco calcula que esse mercado possa chegar a valores entre R$ 7,4 bilhões e R$ 12,4 bilhões.

Na música gravada, o faturamento brasileiro alcançou R$ 3,96 bilhões no ano passado, com alta de 14,1%, conforme a Pro-Música Brasil. O Ecad arrecadou R$ 2,1 bilhões em direitos autorais de execução pública.

Guilherme Ávila, head of sports, media & entertainment do Itaú BBA, citou as negociações ligadas à reorganização comercial do PGA Tour como exemplo da complexidade que pode existir nesse tipo de operação. Tiger Woods participou das tratativas como representante dos jogadores. A nova empresa comercial do circuito recebeu investimento estratégico de até US$ 3 bilhões do Strategic Sports Group, com assessoria financeira da Allen & Company e do Raine Group.

No mercado brasileiro, o banco considera situações em que um atleta seja cliente do Private, controle uma agência de direitos de imagem e invista em um clube. Nesse caso, a empresa poderia utilizar serviços do banco comercial, a aquisição demandaria assessoria de investment banking e o patrimônio pessoal seria acompanhado pelo Private.

Lana Comin, superintendente do Itaú Private Bank, disse que a proposta aproxima as equipes e adapta o atendimento às características do setor. O Itaú Private administra R$ 1,2 trilhão em patrimônio, aproximadamente dois terços no mercado local e um terço no exterior. Esse total se refere à operação do Private como um todo, e não apenas aos clientes de esporte, mídia e entretenimento.

A área também considera a atuação internacional de atletas que mudam de país e o período prolongado de administração do patrimônio, já que a formação de recursos pode se concentrar em poucos anos. No Private, 19 profissionais atendem clientes ligados aos três mercados. O Itaú não informa quantos atletas, artistas, criadores ou empresários fazem parte dessa carteira.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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