Manaus, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Arena do Palmeiras concentra contratos de bancos em patrocínio, shows e gestão

Nubank, Itaú e BTG Pactual atuam na arena em frentes diferentes, com contratos ligados ao nome, aos eventos e à administração do espaço.

Arena do Palmeiras concentra contratos de bancos em patrocínio, shows e gestão

A arena do Palmeiras passou a reunir Nubank, Itaú e BTG Pactual em contratos com objetivos diferentes. As instituições estão ligadas ao espaço por meio do patrocínio e do direito ao nome, da realização de shows e da administração do estádio.

O movimento do BTG Pactual envolve a compra de uma participação majoritária na empresa que controla a arena. O fundo de investimento em direitos creditórios Alternative Assets I, controlado pelo banco, está adquirindo participação da Real Entretenimento Participações, dona de 100% da Real Arenas. A empresa foi criada para desenvolver e administrar o estádio.

Participação do BTG

A WTorre, responsável pela construção da arena, continuará com uma participação minoritária e manterá o direito de exploração do espaço até 2044. A operação também se relaciona a créditos que o BTG já detém contra o grupo WTorre.

Conforme os documentos enviados ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), parte desses créditos será convertida em participação societária. O negócio tem dois objetivos informados pelo banco: amortizar os créditos e ampliar e diversificar seus investimentos.

A origem da dívida está em um financiamento da construção da arena contratado pela WTorre com o Banco do Brasil. Em 2024, a Enforce, gestora de créditos do grupo BTG, comprou do banco estatal a carteira relacionada à empresa. O crédito girava em torno de R$ 650 milhões.

Em maio de 2024, a Enforce adquiriu as cédulas de crédito bancário. No mês seguinte, a Travessa Securitizadora, também do BTG, entrou com uma ação para pedir o vencimento antecipado das parcelas. Como os pagamentos estavam em dia, o processo continuou na Justiça. No início de setembro, BTG e WTorre informaram que estavam em tratativas para encerrar o litígio. Em 18 de setembro, comunicaram a conclusão da negociação.

O banco afirmou ainda ter participação acionária no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, mas não informou o percentual. No pedido ao Cade, BTG e WTorre disseram que a transação não tem potencial de produzir efeitos anticompetitivos no mercado brasileiro de entretenimento ao vivo e solicitaram a aprovação sem restrições, em rito sumário.

Nome e programação de shows

O Nubank assumiu, em abril, o patrocínio da arena e os direitos de nomeação, substituindo a Allianz. O estádio passou a se chamar Nubank Parque. O contrato prevê 18 anos, com valor em torno de R$ 50 milhões por ano e total de R$ 900 milhões no período.

A associação também representa uma presença física para o banco, que surgiu no ambiente digital e tem 118 milhões de clientes, o maior volume entre as instituições privadas no país.

Já o Itaú atua por meio do Itaú Live. A plataforma de música assinou, em março, um contrato de cinco anos com a 30e, empresa de entretenimento. O acordo prevê 800 shows em diferentes locais, incluindo o Nubank Parque. A plataforma oferece a venda de ingressos e outros benefícios para clientes do banco.

Desde o início efetivo da parceria, em dezembro de 2025, foram divulgados mais de 30 shows e confirmadas oito turnês. Entre as atrações citadas estão o show da Xuxa e encontros de Zeca Pagodinho, Alcione e Jorge Aragão. O Itaú não informou quantos desses eventos ocorrerão na arena do Palmeiras, que recebe mais de 100 eventos por ano, promovidos por diferentes empresas.

Mercado de eventos

Os dados apresentados ao Cade indicam que o mercado brasileiro de eventos ao vivo alcançou R$ 8,46 bilhões em 2025, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc).

Para Eduardo Tomiya, especialista em branding, a presença dos bancos está relacionada à estrutura da arena e à sua capacidade para receber eventos. “Não há algo parecido no mundo”, afirmou. Tomiya também disse que o espaço tem boa acústica, localização e importância no mercado de shows.

Nubank e BTG Pactual não responderam aos contatos. O Itaú informou que o Itaú Live reúne shows, festivais e conteúdo e que a iniciativa amplia a atuação do banco nesse segmento.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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