Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Viajar com informação
Passagens e câmbio

IWG amplia operação no Brasil com marcas para saúde, baixo custo e alto padrão

Grupo prepara unidades da Humanly, OpenOffice e Signature e prevê chegar a 150 operações no país até 2026.

IWG amplia operação no Brasil com marcas para saúde, baixo custo e alto padrão

A IWG prepara a expansão de três marcas no Brasil: Humanly, OpenOffice e Signature. O grupo britânico, dono da Regus, Spaces e HQ, ocupa mais de 165 mil metros quadrados no país e pretende ampliar a oferta para diferentes perfis de clientes e investidores.

A estratégia inclui coworkings voltados à saúde e ao bem-estar, unidades com menor custo de implantação e escritórios de alto padrão. Tiago Alves, CEO da IWG no Brasil, afirma que o coworking ainda representa menos de 4% do mercado imobiliário brasileiro. “Eu tenho cada vez mais variação de preço, tamanho e localização para atender meu cliente”, disse.

Humanly terá unidades para profissionais de saúde

Lançada globalmente em janeiro deste ano, a Humanly teve sua primeira unidade inaugurada em março, no Reino Unido. A marca ocupa espaços com média de 600 metros quadrados e oferece salas para médicos, psicólogos, psiquiatras, terapeutas, profissionais de estética e pilates.

O modelo também permite a criação de clínicas sob o conceito de built to suit. A primeira unidade brasileira será inaugurada neste mês, em Canoas (RS). A segunda está prevista para outubro, em Pinheiros, na zona Oeste de São Paulo.

A IWG prevê assinar outros seis contratos até o fim de 2026 em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Alves também citou operações da Humanly em Madri, Barcelona e Lisboa.

No segmento de saúde, a empresa terá entre as concorrentes a Livance, startup que já captou mais de R$ 115 milhões com Monashees, Astella, Terracotta Ventures, Green Rock e Cadonau, investment office do Grupo Jereissati, dono do Iguatemi.

OpenOffice aposta em unidades menores

A OpenOffice recebeu sua primeira unidade no Brasil em julho, em Niterói (RJ). Outras cinco estão previstas para Ribeirão Preto (SP), São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte ainda este ano.

A marca trabalha com espaços de 250 a 400 metros quadrados e é direcionada principalmente a municípios menores e bairros secundários de grandes centros. É a opção mais acessível do portfólio da IWG.

As unidades não têm salas de recepção nem atendimento telefônico. O acesso é feito por QR Code, enquanto funcionários da IWG fazem visitas diárias para acompanhar a operação. Não há um profissional dedicado presencialmente durante todo o período de funcionamento.

O investimento é realizado pelos proprietários dos imóveis, e a IWG faz a conversão e a operação sob suas marcas. Uma unidade da Regus exige cerca de R$ 4 milhões, enquanto uma OpenOffice de 400 metros quadrados demanda aproximadamente R$ 800 mil, segundo Alves.

Signature será voltada ao segmento premium

A Signature será a próxima marca incorporada à operação brasileira. O conceito reúne escritórios de alto padrão, com média de mil metros quadrados, em prédios nas capitais. O foco inclui design, arquitetura e tecnologia.

A IWG testa o formato desde o início de 2025, quando inaugurou uma unidade com a bandeira Regus. A empresa negocia uma segunda operação na região da Faria Lima, em São Paulo, com previsão de abertura no primeiro trimestre de 2027. O plano é converter a primeira unidade para a marca Signature.

Alves afirmou que a empresa projeta, no futuro, duas unidades da Signature em São Paulo, duas no Rio de Janeiro, uma em Belo Horizonte e uma em Brasília.

Grupo prevê 150 unidades até 2026

A Regus foi responsável pela entrada da IWG no Brasil, em 1995. A marca tem unidades com média de mil metros quadrados em prédios comerciais nas principais avenidas das capitais e dos grandes centros.

A Spaces trabalha com prédios inteiros e áreas de 2,5 mil a 8 mil metros quadrados. A HQ oferece espaços menores, com média de 500 metros quadrados, recepção e funcionários presenciais.

O mercado brasileiro de coworkings encerrou 2025 com 3.886 espaços em operação, crescimento anual de 30%, conforme o Censo do setor realizado pela plataforma Woba. Para Alves, a busca por escritórios flexíveis aumentou porque empresas passaram a considerar o custo de manter áreas sem uso e de romper contratos de aluguel.

A IWG prevê encerrar 2026 com 150 unidades, considerando operações em funcionamento e contratos assinados. O grupo também mantém mais de 90 projetos em negociação.

Atualmente, a empresa está presente em 32 cidades e atende 48 mil clientes no Brasil. Grandes empresas representam 65% desse público. Entre os clientes estão Equinor, IBM e Petrobras, que assinou um contrato de 2,4 mil metros quadrados em São Paulo.

Regus, Spaces e HQ devem responder por 60% do crescimento anual da IWG daqui para frente. A expectativa é que OpenOffice e Humanly representem entre 10% e 20%, enquanto a Signature terá expansão mais seletiva.

A empresa ainda avalia levar ao Brasil outras marcas de seu portfólio global, que reúne 13 opções. Entre elas estão Stop&Work, voltada a espaços de trabalho em aeroportos e estações de trem, No18, de clubes de negócios, e Wojo, marca de coworking da Accor comprada em agosto deste ano pela IWG. A possibilidade de colocar a Wojo no portfólio brasileiro é considerada para 2027.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5