Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Vídeo de Paulo Guedes reaparece em debate sobre proibição das bets

Declarações do ex-ministro sobre jogos de azar voltaram às redes após Lula assinar medida provisória contra apostas online.

Um vídeo em que Paulo Guedes defende a liberdade de adultos para gastar dinheiro com jogos de azar voltou a circular nas redes sociais após Luiz Inácio Lula da Silva assinar uma medida provisória que proíbe as bets no Brasil.

A gravação foi feita durante uma reunião ministerial de 22 de abril de 2020, no governo Jair Bolsonaro. Na ocasião, o então ministro da Economia defendia a possibilidade de liberar cassinos físicos para atrair turistas. A discussão envolvia a legalização de jogos de azar e não tratava especificamente do atual mercado de apostas esportivas e cassinos online.

Durante o encontro, Damares Alves, então ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, se posicionou contra a proposta. Guedes respondeu defendendo a liberdade individual dos apostadores e afirmou: “Deixa cada um se foder, ô Damares”.

Medida provisória contra as apostas

Lula assinou em 25 de setembro a Medida Provisória nº 1.394, que proíbe apostas de quota fixa no Brasil, incluindo apostas esportivas e jogos online. A regra também alcança empresas estrangeiras que direcionem suas operações ao público brasileiro.

O texto prevê um período de transição para o encerramento das plataformas e determina a devolução dos valores pertencentes aos usuários. Também estabelece mecanismos para impedir operações financeiras ligadas às empresas de apostas e permite a retirada ou o bloqueio de sites e aplicativos.

Como medida provisória, a decisão tem efeitos imediatos, mas depende do Congresso Nacional para continuar em vigor.

Repercussão nas redes e opinião pública

O Instituto Democracia em Xeque informou que a proibição das bets foi o evento político de maior repercussão entre os episódios monitorados pela organização nos últimos 12 meses. Nas primeiras 24 horas após a assinatura, o tema acumulou aproximadamente 1,33 milhão de menções.

Entre 25 e 28 de setembro, foram registrados 2,5 milhões de posts e 40 milhões de interações nas primeiras 63 horas de monitoramento. Entre as publicações com posicionamento identificado, 57% eram contrárias à decisão e 43% favoráveis. No entanto, os conteúdos favoráveis concentraram 52% das interações, contra 48% dos contrários.

Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 23 de setembro apontou que 75% dos entrevistados apoiavam a proibição das apostas online. Outros 17% discordavam da medida e 8% não concordavam nem discordavam.

O levantamento consultou 5.015 adultos no período de 17 a 22 de setembro. A margem de erro foi de um ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado foi de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04739/2026.

Disputa política e impacto financeiro

A decisão entrou na disputa presidencial. Flávio Bolsonaro criticou a medida de Lula e classificou a iniciativa como “hipócrita, eleitoreira, oportunista”. Em transmissão ao lado de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, o senador concentrou as críticas nos cassinos online, como o chamado “Jogo do Tigrinho”.

Segundo Flávio, essas plataformas contribuem para o endividamento dos usuários. O senador afirmou que pretende combater os cassinos online com ferramentas tecnológicas.

Dados do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal indicam que as famílias brasileiras tiveram perdas líquidas estimadas em R$ 62,5 bilhões com apostas online em 2025. O valor correspondeu a aproximadamente 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta.

Entre outubro de 2024 e março de 2026, as plataformas movimentaram quase R$ 351 bilhões por meio de transferências via Pix. Esses números passaram a integrar o debate sobre os efeitos econômicos e sociais das apostas, enquanto os críticos da proibição questionam a extinção de um mercado que havia passado por um processo recente de regulamentação no país.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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