Manaus, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Como ajudar a criança a lidar com erros e novas tentativas

Especialistas orientam adultos a acolher a frustração sem resolver tudo pela criança nem transformar o erro em julgamento.

Como ajudar a criança a lidar com erros e novas tentativas

Errar pode fazer parte do processo de aprendizagem das crianças. Quando uma atividade não dá certo, a reação dos adultos pode influenciar a maneira como elas enfrentam dificuldades, lidam com a frustração e avaliam a própria capacidade.

A psicóloga clínica Anastacia Cristina Macuco Brum Barbosa afirma que o aprendizado envolve testar possibilidades, identificar o que não funcionou e tentar novamente. Segundo ela, proteger a criança de qualquer erro pode prejudicar a confiança que ela desenvolve para aprender. O erro, nesse processo, não deve ser tratado como o oposto do aprendizado.

Apoio sem fazer pela criança

Diante de uma dificuldade, o adulto pode evitar a correção imediata ou a realização da tarefa no lugar da criança. Uma alternativa é ajudá-la a refletir sobre o que aconteceu e buscar outro caminho. Perguntas como “O que você acha que aconteceu?” e “Quer tentar de outro jeito?” podem estimular esse movimento.

A psiquiatra Jéssica Martini explica que acolher a frustração não significa eliminar o desafio. O adulto pode reconhecer que a criança ficou frustrada e, ao mesmo tempo, incentivá-la a procurar outra forma de fazer a atividade.

Essa experiência ajuda a diferenciar não conseguir algo naquele momento de ser incapaz de aprender. Com novas tentativas, a criança pode desenvolver persistência, flexibilidade e confiança. A ideia também pode ser aplicada a situações como uma conta incorreta, uma palavra escrita de forma diferente da esperada, uma atividade escolar difícil ou uma brincadeira que ainda exige determinada habilidade.

Elogio ao esforço

A conversa sobre as conquistas também pode se concentrar no caminho percorrido, e não apenas no resultado final. Anastacia recomenda reconhecer atitudes como tentar uma estratégia diferente, perceber o que não funcionou e continuar diante da dificuldade.

Para Jéssica, críticas, comparações e rótulos podem fazer com que a criança associe o erro à incapacidade. Com isso, ela pode evitar desafios ou esconder que precisa de ajuda por receio de ser julgada.

Os adultos também precisam observar a própria ansiedade para que ela não se transforme em cobrança. A frustração pode ser vivenciada pela criança, desde que ela conte com acompanhamento. Acolher envolve reconhecer o sentimento, oferecer apoio e ajudar a pensar em alternativas, sem resolver tudo em seu lugar.

Materiais para tentar de novo

Recursos que permitem refazer atividades podem contribuir para uma relação diferente com o erro. A coleção “Resolva, Apague e Refaça”, da Editora Catapulta, foi criada para apoiar o aprendizado escolar de maneira divertida e é voltada a crianças a partir de 6 anos.

Os materiais têm páginas plastificadas e marcadores hidrográficos, que permitem apagar e refazer as propostas. Entre os títulos estão “Tabuada” e “Adição e Subtração”. Para Carmen Pareras, diretora da Editora Catapulta, apagar e refazer ajuda a mostrar que a criança não precisa acertar na primeira tentativa e pode observar o que não funcionou antes de tentar novamente.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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