Manaus, Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Augusto Cury chega a 11% e se torna alternativa à polarização em 2026

Candidato do Avante avançou nas pesquisas AtlasIntel e BTG/Nexus após maior exposição e passou a disputar eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro.

Augusto Cury cresce nas pesquisas e reacende 3ª via em eleição polarizada
Foto: Otávio Brito/Art Metrópoles

Augusto Cury (Avante) alcançou 11% das intenções de voto na pesquisa BTG/Nexus e 7,8% no levantamento AtlasIntel, divulgados em 31/8. Com os resultados, o escritor tornou-se o terceiro colocado nas duas pesquisas e foi o primeiro candidato fora da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a atingir dois dígitos em um levantamento para a Presidência em 2026.

Na AtlasIntel, Cury passou de 1,6% para 7,8%, avanço de 6,2 pontos. Na BTG/Nexus, subiu de 2% para 11%, alta de 9 pontos.

Exposição e redes sociais

Marcelo Tokarski, CEO do Nexus, relacionou o crescimento na BTG/Nexus à repercussão da participação de Cury no Jornal Nacional, no sábado (29/8). “Ele bombou nas redes, isso se refletiu nas buscas do Google”, afirmou. Segundo Tokarski, o candidato foi um dos nomes mais buscados no país após a sabatina.

Na avaliação do executivo, a exposição aproximou Cury de eleitores que ainda não haviam escolhido um candidato. O movimento teria alcançado principalmente pessoas inclinadas a votar em Flávio Bolsonaro, além de parcelas dos eleitorados de Lula e Romeu Zema (Novo).

Tokarski afirmou que ainda não é possível definir se o avanço representa uma tendência consolidada. Cury pode continuar crescendo, manter o patamar ou recuar após o aumento de interesse nas redes. O perfil mais moderado e menos confrontativo do escritor também pode ampliar sua capacidade de diálogo em comparação com candidatos que adotam discursos mais agressivos, como Renan Santos (Missão).

Espaço na terceira via

Yuri Sanches, diretor de análise política da AtlasIntel, avaliou que o crescimento não decorre apenas da maior exposição. Para ele, Cury ocupou um espaço ainda não preenchido entre os candidatos que buscam se apresentar como alternativa à polarização.

Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema concentraram seus discursos no eleitorado de direita e, em alguns temas, adotaram propostas próximas às de Flávio Bolsonaro. Cury, por outro lado, também procurou dialogar com eleitores de Lula. Sanches citou como momento simbólico o debate da Band, quando o escritor criticou Renan Santos por atacar eleitores do presidente.

Os dados da AtlasIntel indicam avanço de Cury entre eleitores de Lula e de Flávio Bolsonaro, com maior força entre quem votou em Jair Bolsonaro em 2022: quase 10% desse grupo, contra cerca de 4% entre os eleitores de Lula no segundo turno.

O candidato também cresceu entre mulheres, eleitores de menor renda e no Nordeste, segmentos associados ao PT, além de avançar no Centro-Oeste, no Norte e entre eleitores de direita que não se identificam com o bolsonarismo. Sanches estima que Cury poderia se consolidar entre 4% e 5%, mas ressalta que a manutenção do desempenho dependerá da capacidade de enfrentar ataques de adversários.

Estratégia de campanha

A assessoria de Augusto Cury atribuiu o avanço ao aumento da exposição durante a campanha e à presença digital. Em nota, afirmou que entrevistas, debates, propostas e agendas ampliaram o conhecimento sobre a candidatura e circularam em diferentes plataformas.

O discurso do candidato tem priorizado educação, saúde mental, tecnologia, empreendedorismo, segurança pública e redução da polarização. A estratégia busca apresentá-lo como uma alternativa de centro para eleitores que não querem escolher entre Lula e o campo bolsonarista.

O crescimento nas redes também provocou questionamentos entre adversários. Campanhas estudam acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apurar o engajamento de Cury. A suspeita está relacionada ao aumento de mais de 2 milhões de seguidores no Instagram após o debate da Band, crescimento que os rivais consideram não orgânico.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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