Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Justiça condena banco por cobranças no WhatsApp após quitação de empréstimo

Decisão da Vara Cível de Sobradinho fixou indenização de cinco mil reais após mensagens continuarem mesmo com a dívida quitada.

A Vara Cível de Sobradinho condenou uma instituição bancária a pagar cinco mil reais por danos morais depois que um cliente continuou recebendo cobranças pelo WhatsApp mesmo após quitar um empréstimo.

O caso envolveu uma ação judicial apresentada pelo banco para cobrar a dívida. O processo foi extinto sem resolução do mérito porque a instituição não entregou instrumento formal capaz de comprovar o débito. Ainda assim, as mensagens de cobrança prosseguiram.

A insistência, conforme a decisão, ultrapassou uma falha operacional. A cobrança de valores já pagos foi tratada como conduta abusiva por comprometer a tranquilidade do consumidor e provocar constrangimento. A ausência de documentação que desse suporte à exigência também pesou na análise do caso.

Limites para cobranças por aplicativos

O uso de aplicativos em contatos comerciais não autoriza a empresa a pressionar o consumidor de forma indevida. Mensagens repetidas pelo WhatsApp, sem fundamentação jurídica válida, podem atingir a privacidade e a rotina pessoal do destinatário.

As normas de defesa do consumidor exigem equilíbrio nas relações e proíbem práticas que exponham a pessoa ao ridículo ou causem desconforto desproporcional. Quando o credor ignora comprovantes de quitação e continua exigindo valores inexistentes, a situação pode justificar pedido de reparação por dano pessoal.

Documentos ajudam a comprovar a cobrança

Quem recebe mensagens sobre uma dívida já liquidada deve reunir os registros relacionados ao pagamento e aos contatos feitos pela empresa. A orientação apresentada no caso inclui conservar o comprovante de quitação, guardar recibos e termos emitidos pelo credor e registrar as mensagens recebidas.

Também é recomendável manter os protocolos de atendimento e capturas de tela com datas e horários visíveis. Esses documentos ajudam a demonstrar a continuidade das cobranças e podem reforçar um pedido de reparação perante a Justiça.

Na decisão, o valor fixado para a compensação foi de cinco mil reais, em razão do desgaste causado pelas cobranças depois do encerramento do processo judicial.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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