A aplicação de laser com intensidade inadequada pode causar queimaduras, manchas e bolhas na pele. O risco aumenta quando a potência do equipamento não é ajustada ao fototipo da pessoa e não há avaliação prévia adequada.
Durante a sessão, dores agudas nos disparos e ardência persistente são sinais de agressão térmica. Nesses casos, o atendimento deve ser interrompido para evitar o agravamento das lesões. Horas depois, vermelhidão intensa, manchas escuras e bolhas podem aparecer e indicar inflamação aguda e perda de tecido.
Cuidados após as lesões
A consulta com um médico especializado é indicada assim que os sinais surgirem. O tratamento pode incluir pomadas cicatrizantes e medicamentos para reduzir o desconforto, controlar infecções e auxiliar na regeneração da pele.
O acompanhamento também pode tratar a hiperpigmentação causada pela queimadura. Protetores solares e terapias clareadoras são usados para reduzir marcas escuras persistentes e prevenir cicatrizes permanentes.
Direitos do consumidor
Pelas regras do Código de Defesa do Consumidor, a responsabilidade do prestador de serviços estéticos independe de culpa direta. O estabelecimento deve oferecer segurança física ao cliente. Uma queimadura causada por imperícia pode caracterizar falha grave na prestação do serviço.
O consumidor pode pedir a rescisão imediata do contrato e a restituição integral dos valores pagos. Também deve guardar comprovantes de pagamento e cópias do contrato, fotografar a evolução das queimaduras e reunir receitas médicas, laudos dermatológicos e notas fiscais de medicamentos.
A reparação por danos materiais pode abranger gastos com consultas, remédios e procedimentos reparadores futuros. Danos morais e estéticos podem considerar a dor física, o abalo emocional e eventuais alterações permanentes na aparência da pele. A avaliação da gravidade das marcas orienta a definição da indenização.







