A cabeludinha é uma fruta nativa da Mata Atlântica que pode ser cultivada em quintais, pomares e jardins. A espécie também é conhecida como cabeluda, peludinha e jabuticaba-amarela, mas ainda aparece pouco em feiras e mercados por ser delicada e perecível.
O fruto vem da espécie Myrciaria glazioviana, da família Myrtaceae, a mesma da jabuticaba, da pitanga e da goiaba. A planta pode atingir aproximadamente de 2 a 6 metros, conforme as condições de cultivo, e também tem valor ornamental.
A aparência da fruta explica os nomes populares: a casca possui uma camada fina de pelos claros, que dá uma aparência aveludada. Quando amadurecem, os frutos ficam amarelos ou amarelo-alaranjados. Eles nascem diretamente nos ramos e no tronco, em um comportamento parecido com o da jabuticabeira. As flores são pequenas, brancas e numerosas.
Sabor e formas de consumo
A polpa é translúcida, suculenta e tem sabor doce, com leve acidez. Também pode apresentar discreta adstringência perto da casca e das sementes. Como a polpa é relativamente fina, o consumo direto do pé é uma das formas mais apreciadas de comer a fruta.
Os frutos também podem ser usados em sucos, doces, geleias, sorvetes e outras preparações. A espécie ainda tem importância para a fauna, já que suas frutas atraem aves e outros animais que ajudam a dispersar as sementes.
Condições para o cultivo
O plantio exige solo fértil, boa drenagem e irrigação regular. A cabeludinha aprecia umidade moderada e pode crescer sob sol pleno ou meia-sombra. Para iniciar o cultivo, é indicado preparar a área com matéria orgânica bem decomposta e reservar espaço para o desenvolvimento da copa.
A terra deve permanecer levemente úmida, sem encharcar. Em regiões muito quentes ou durante a fase inicial da muda, a proteção contra o sol intenso nas horas mais fortes pode favorecer o estabelecimento da planta.
A produção costuma começar depois de alguns anos. Materiais técnicos citam possível frutificação entre dois e quatro anos após o plantio, enquanto outras referências indicam períodos próximos de três a quatro anos. Mudas saudáveis de viveiros confiáveis podem ser uma alternativa para quem deseja colher mais cedo. As sementes são sensíveis ao ressecamento e devem ser plantadas ainda frescas. Estudos de botânica também apontam lacunas sobre as exigências agronômicas e as técnicas de cultivo da espécie.







