Manaus, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Coelhos robóticos ajudam a localizar pítons invasoras nos Everglades

Dispositivos com sensores, odores artificiais e câmeras atraíram pítons, mas também foram destruídos por jacarés durante os testes.

Pesquisadores desenvolveram coelhos robóticos para atrair pítons birmanesas nos Everglades, na Flórida. A estratégia combina sensores térmicos, odores artificiais, movimentos mecânicos e câmeras para localizar as serpentes e apoiar equipes de contenção no pântano.

As pítons foram introduzidas acidentalmente no sul da Flórida e encontraram condições favoráveis para se espalhar. Sem predadores naturais, passaram a capturar pequenos mamíferos silvestres, reduzindo as populações nativas da reserva biológica e afetando o equilíbrio da cadeia alimentar.

Como funcionam as iscas

Os dispositivos receberam pelugem sintética e sistemas eletrônicos internos que simulam pequenos roedores. Sensores térmicos reproduzem a temperatura corporal das presas, enquanto substâncias químicas liberam odores característicos. Pequenos motores movimentam as orelhas mecânicas para reforçar a aparência de um animal vivo.

Revestimentos impermeáveis protegem os circuitos contra a umidade e o calor. Placas de energia solar mantêm os equipamentos em operação autônoma por semanas. Transmissores enviam dados geográficos e imagens quando uma aproximação é detectada.

Nos testes, câmeras registraram ataques das pítons aos aparelhos. As informações permitiram que equipes de contenção capturassem as serpentes sem colocar outros animais em risco. Os dispositivos, porém, também atraíram jacarés pelo calor. Ao disputarem as possíveis presas, os animais destruíram dezenas de aparelhos.

Uso de inteligência artificial

Os dados obtidos antes dos ataques foram usados para analisar horários e rotas das cobras. Programas mapearam corredores de deslocamento utilizados pelas pítons e ajudaram a evitar confrontos com outros predadores.

Com base nessas previsões, agentes ambientais localizaram ninhos e retiraram dezenas de fêmeas reprodutoras da reserva. A tecnologia passou a apoiar tanto o monitoramento dos animais quanto o planejamento das ações de captura nos Everglades.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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