SÃO PAULO — O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, pediu rapidez do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento relacionado ao caso Master. Durante agenda em São Paulo nesta sexta-feira (18), ele solicitou ao ministro Flávio Dino uma decisão sobre o pedido de vista.
Cury afirmou que a demora pode prejudicar a decisão dos eleitores antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Ao falar sobre corrupção, classificou o problema como uma “epidemia” e disse que o STF, como guardião da Constituição, não deveria compactuar com uma demora que, na avaliação dele, poderia interferir no processo eleitoral.
O candidato também propôs que os ministros do STF tenham mandato de oito anos, em vez de permanecerem no cargo até os 75 anos. Para Cury, a função pertence à sociedade brasileira, e não aos próprios ministros.
Pesquisas e redes sociais
Cury questionou os resultados de pesquisas eleitorais recentes e afirmou perceber manifestações de apoio à candidatura durante viagens pelo país. Segundo ele, os levantamentos representam um recorte pequeno diante do tamanho do eleitorado brasileiro.
O candidato disse ainda ser o único capaz de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno e pediu o apoio de eleitores ligados a Flávio Bolsonaro (PL).
Na mesma sexta-feira, Cury esteve no Google para uma agenda sobre tecnologia e Inteligência Artificial. Ele afirmou que ganhou muitos seguidores no fim de agosto, mas percebeu redução no alcance das publicações em setembro. Na avaliação dele, os algoritmos das redes sociais dificultaram a divulgação da candidatura.
Cury também criticou as condições de trabalho de pequenos e médios influenciadores e disse que eles trabalham excessivamente, recebem pouco e sofrem impactos na saúde mental.
Entre as propostas apresentadas, defendeu a formação de 10 mil doutores em Inteligência Artificial e o desenvolvimento de tecnologias para saúde, agricultura, indústria e microempresas. Também alertou para a possível perda de milhões de empregos com o avanço da Inteligência Artificial e da robótica.
O candidato propôs estruturas específicas no BNDES para grandes empresas e microempresas e afirmou que o país precisaria crescer entre 5% e 6% ao ano para enfrentar desafios econômicos e previdenciários. Ele declarou que não pretende fazer carreira política e que, se eleito, governaria por quatro anos para estabelecer os “alicerces” do desenvolvimento do país.







