Manaus, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Corvos da Nova Caledônia adaptam gravetos para alcançar alimento

Experimentos registraram como as aves escolhem, modificam e usam ramos, mas não permitem concluir que planejem toda a sequência antes de agir.

Corvos-da-nova-caledônia (Corvus moneduloides) produzem ferramentas vegetais para retirar larvas e outros alimentos escondidos. As aves podem escolher uma haste ramificada, remover folhas e curvar uma extremidade até formar um gancho capaz de puxar a presa.

O processo envolve diferenças entre indivíduos e materiais. Em um experimento com ramos, pesquisadores liderados por Christian Rutz e Barbara Klump documentaram 85 ferramentas produzidas por 18 aves. Algumas puxaram os caules para soltá-los; outras curvaram a haste. A variação observada não corresponde a uma sequência mecânica idêntica, repetida por todos os corvos.

A fabricação também é analisada pela ordem dos movimentos. Retirar uma folha antes de moldar a ponta pode produzir um resultado diferente de trabalhar o ramo em outra sequência. Para investigar esse comportamento, os pesquisadores filmam a produção e comparam o objeto final com o material usado no início.

Entre os aspectos observados estão a escolha de ramos com propriedades adequadas ao obstáculo, as mudanças no formato da haste, a adaptação quando o material disponível varia e o uso do instrumento depois de pronto. Esses registros ajudam a avaliar o processo, em vez de considerar apenas o sucesso de uma tentativa.

Aprendizagem e improvisação

O comportamento não precisa ser interpretado como uma invenção criada do zero. Em 2002, uma fêmea chamada Betty ficou conhecida por dobrar um arame em um experimento de laboratório. Estudos posteriores indicaram que a espécie também dobra ferramentas em condições naturais, inclusive com materiais vegetais.

A questão passa a ser como uma habilidade conhecida é transferida para um material incomum ou para uma situação diferente. Aprendizagem social, prática individual, formato do ramo e histórico de cada ave podem participar desse processo. Ainda assim, não é possível concluir que cada movimento corresponda a uma imagem mental completa do resultado final.

Um estudo publicado na BMC Biology descreveu comportamentos que ainda não haviam sido reconhecidos formalmente, como puxar caules para destacá-los e curvar a haste. Ensaios com materiais de propriedades distintas permitem observar se os corvos preferem determinadas plantas e como ajustam a fabricação.

As ferramentas também variam entre populações da Nova Caledônia. Pesquisas de campo encontraram diferenças locais nos materiais usados, inclusive em locais relativamente próximos. A disponibilidade de plantas, além de tradições de uso e aprendizagem, aparece entre as hipóteses investigadas.

O gancho pode ser descrito por sua forma, função e processo de fabricação, sem atribuir linguagem humana à ave. A análise científica busca separar o efeito das experiências anteriores, a resposta ao objeto visível e as oportunidades de correção durante a tarefa.

Texto produzido pela Redação Rumo ao Destino com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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